China pretende elevar expectativa de vida para 80 anos até 2030
Plano prioriza a prevenção de doenças, a ampliação do acesso à saúde e o uso de novas tecnologias na medicina
A China estabeleceu como meta elevar a expectativa média de vida da população para 80 anos até 2030. O objetivo faz parte do plano nacional de saúde para o período de 2026 a 2030, voltado à melhoria dos serviços médicos e do bem-estar dos habitantes. As informações foram divulgadas pelo China Daily, parceiro da TV BRICS.
Em 2025, a expectativa de vida no país alcançou 79,25 anos. Além de elevar esse indicador, o governo busca conter o avanço das principais doenças crônicas e desenvolver um sistema de saúde integrado, moderno e acessível em todas as fases da vida.
Entre as prioridades estão o fortalecimento da prevenção de doenças, o aprimoramento da resposta a ameaças à saúde pública e a adoção de tecnologias digitais e inteligentes. O plano também prevê maior compartilhamento de dados médicos e a ampliação do uso da inteligência artificial no setor de saúde e na indústria farmacêutica.
Uma das frentes de atuação será o combate ao tabagismo. A China pretende ampliar os espaços livres de fumo e fortalecer os serviços de apoio às pessoas que desejam abandonar o hábito. A meta é reduzir para 20% a taxa de fumantes entre a população com 15 anos ou mais até 2030.
O documento também estabelece medidas de apoio às famílias. O país planeja padronizar os serviços de diagnóstico e tratamento da infertilidade, ampliar o uso de tecnologias de reprodução assistida e incluir gradualmente esses procedimentos na cobertura do seguro de saúde. Além disso, planeja aumentar a oferta de vagas em creches para crianças menores de três anos.
A atenção à população idosa também será reforçada. Entre as medidas previstas estão a expansão dos serviços médicos domiciliares e o aprimoramento do atendimento a pessoas com deficiência e idosos com demência. O plano contempla ainda o desenvolvimento de serviços de reabilitação, enfermagem, geriatria e cuidados paliativos.
Para ampliar o acesso à saúde, o governo deverá desenvolver uma rede de atenção primária que permita à população chegar a serviços básicos em até 15 minutos. Também serão fortalecidos os centros comunitários, as clínicas rurais e os atendimentos de pediatria, saúde mental e outras áreas especializadas.
A estratégia estabelece investimentos em pesquisas sobre medicamentos, vacinas, equipamentos médicos, interfaces cérebro-computador, terapias celulares e genéticas, anticorpos de nova geração e outras tecnologias biomédicas. O objetivo é acelerar a aplicação prática dos avanços científicos e modernizar a indústria farmacêutica.
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