Em 2020, os cinco países do grupo contribuíram com 31,5% do PIB global
Os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) coletados pela plataforma mostraram que os países BRICS como um todo contribuirão mais para o produto interno bruto (PIB) global do que os países do G7 em termos de paridade de poder de compra (PPP), segundo informa Brasil 247, o parceiro da rede TV BRICS.
Em 2020, os cinco países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) contribuíram com 31,5% do PIB global, enquanto a participação dos países do G7 caiu para 30%. Espera-se que os países do BRICS contribuam com mais de 50% do PIB mundial até 2030, com a expansão do bloco quase certamente acelerando o processo.
"Isto seria o início de uma mudança global significativa - isto foi exatamente o sentimento que o Presidente chinês, Xi Jinping, expressou em suas palavras de despedida ao Presidente russo, Vladimir Putin, quando ele voou de Moscou para Pequim", informa Silk Road Briefing.
O presidente chinês fez uma visita estatal a Moscou em 20 de março.
Os países membros do BRICS realizam cúpulas regulares para discutir questões políticas e econômicas de interesse mútuo. A associação é considerada um bloco com crescente influência, pois é um grupo de países que ocupa um lugar cada vez mais importante no cenário econômico e político global. Juntos, esses países têm o potencial de desempenhar um papel significativo na reforma das instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial para refletir melhor o poder econômico e político dos países em desenvolvimento.
Além disso, os paises do BRICS defendem a multipolaridade e o fortalecimento do sistema multilateral de governança global. O bloco também trabalha para fortalecer a cooperação Sul-Sul em áreas tais como comércio, investimento, tecnologia e inovação.
Anteriormente, o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Ryabkov, disse que cerca de 16 países querem aderir ao BRICS.
A cúpula do BRICS em 2024, será realizada em Kazan. Isto foi anunciado em um decreto do presidente russo Vladimir Putin.
Fotografia: IStock