Gato-andino reaparece na Argentina após longo período
Dados recentes indicam que menos de 2,2 mil indivíduos da espécie vivem nos Andes
Na província de Mendoza, aos pés da Cordilheira dos Andes, a comunidade internacional de conservação ambiental registrou um marco importante. Na região de Malargüe, câmeras infravermelhas captaram pela terceira vez consecutiva imagens do gato-andino (Leopardus jacobita), um dos predadores mais raros e difíceis de observar da América do Sul. Os registros indicam que as ações de proteção dessa espécie ameaçada começam a apresentar resultados. A informação foi divulgada pelo El Maipo, parceiro da TV BRICS.
O gato-andino é um dos felinos selvagens mais vulneráveis da América do Sul. Dados recentes indicam que a população total da espécie nas regiões andinas da Argentina, da Bolívia, do Chile e do Peru é inferior a 2,2 mil indivíduos. O animal é um pouco maior que um gato doméstico, pesa cerca de 4 kg e mede aproximadamente 60 cm de comprimento. Entre suas principais características estão a cauda grossa e cilíndrica, com seis a nove anéis escuros, e o nariz preto, que o diferencia de seu parente próximo, o gato-palheiro (Leopardus colocolo), cujo nariz é rosado.
Durante muito tempo, acreditava-se que o gato-andino vivia apenas em áreas acima de 3,6 mil metros de altitude. No entanto, registros recentes mostram sua presença em regiões bem mais baixas. Na Patagônia, por exemplo, já houve observações a cerca de 650 metros acima do nível do mar.
Especialistas afirmam que cada novo registro desse animal representa um sinal positivo. Além de confirmar a capacidade de sobrevivência da espécie na região, as imagens demonstram a eficácia das medidas de conservação.
Os países do BRICS também atuam na restauração e no monitoramento de populações de espécies ameaçadas.
Na cidade de Mangshi, na província chinesa de Yunnan, cientistas encontraram um inseto raro para a região, o Cryptophyllium yunnanense. Antes disso, não havia registros da espécie nesse território, o que torna a descoberta significativa. Os insetos-folha são conhecidos por sua impressionante capacidade de camuflagem. A espécie é endêmica de Yunnan e foi incluída, em 2021, na lista chinesa de animais silvestres sob proteção especial do Estado. Segundo o China Daily, parceiro da TV BRICS, com base em informações de autoridades locais, a descoberta em Mangshi ampliou a área de distribuição conhecida da espécie e forneceu dados importantes para futuras pesquisas ecológicas.
No Irã, a melhoria das condições ambientais em províncias do oeste do país favoreceu o retorno de milhares de aves aquáticas e limícolas a lagos e áreas úmidas para nidificação. De acordo com o Tehran Times, parceiro da TV BRICS, cerca de 35 mil aves de mais de 30 espécies foram observadas neste ano nas áreas úmidas de Gandoman e Choghakhor, na província de Chaharmahal e Bakhtiari. A recuperação ecológica do Lago Urmia também contribuiu para o retorno dos flamingos, com expectativa de chegada de mais de 6 mil indivíduos. As condições ambientais favoráveis e a ampla oferta de alimento tornam essas áreas importantes locais de reprodução para as aves.
No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima atualiza a lista nacional de animais ameaçados de extinção. Segundo informações publicadas pelo governo brasileiro, a nova portaria abrange 790 espécies ameaçadas e nove espécies extintas, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou a importância da atualização da lista para avaliar a biodiversidade nacional e reafirmou o compromisso do Brasil com a proteção da fauna silvestre.
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