Índia aprova 12 projetos para produção de semicondutores
Carteira de investimentos supera 1,6 trilhão de rupias indianas
A Índia aprovou 12 projetos na área de produção de semicondutores, com uma carteira total de investimentos estimada em cerca de 1,64 trilhão de rupias indianas (aproximadamente R$ 90 bilhões). As iniciativas fazem parte da missão nacional voltada ao desenvolvimento do setor, a India Semiconductor Mission (ISM). A informação foi divulgada pela IANS, parceira da TV BRICS, com base em nota oficial.
Os projetos incluem uma fábrica de semicondutores, duas unidades de produção de semicondutores compostos e nove unidades de encapsulamento de chips. As autoridades também pretendem priorizar equipamentos para a indústria de materiais, propriedade intelectual nacional e cadeias de suprimento mais resilientes.
Outra frente importante está ligada ao design de chips. O governo apoia 24 projetos nessa área, enquanto 105 empresas receberam acesso a ferramentas modernas de desenvolvimento. Além disso, 23 projetos já passaram pela etapa de preparação para fabricação em diferentes fábricas, inclusive com o uso de tecnologias avançadas.
Paralelamente, o país desenvolve a missão IndiaAI, cujo orçamento supera 103,7 bilhões de rupias indianas (mais de R$ 5,5 bilhões). A iniciativa prevê a criação de uma infraestrutura computacional compartilhada com mais de 45 mil unidades de processamento gráfico, que deve apoiar pesquisas e a aplicação da inteligência artificial em escala nacional.
As autoridades também buscam ampliar o acesso às tecnologias para além dos grandes centros urbanos. Em cidades de médio e menor porte, foram criados 27 laboratórios de dados e IA. Além disso, 18 centros de excelência foram abertos em diferentes regiões do país.
Segundo a nota oficial, o desenvolvimento simultâneo da indústria de semicondutores e da inteligência artificial já transforma o setor eletrônico da Índia. O segmento atingiu valor de 13 trilhões de rupias indianas (cerca de R$ 712 bilhões), e os eletrônicos se tornaram a terceira maior categoria de exportação do país.
Atualmente, a Índia também é a segunda maior fabricante de celulares do mundo. O avanço da produção de alta tecnologia, incluindo componentes para centros de dados, equipamentos 5G e infraestrutura de redes avançadas, fortalece a presença do país nas cadeias globais de tecnologia e contribui para a criação de empregos no mercado interno.
Outros países do BRICS e parceiros do grupo também avançam em tecnologias ligadas à microeletrônica, fotônica, inteligência artificial e semicondutores.
Na China, foi apresentada uma nova plataforma de software que ajuda cientistas e engenheiros a utilizar supercomputadores e processadores chineses em vez de tecnologias estrangeiras. Atualmente, parte significativa dos programas científicos depende de soluções externas e é difícil de usar em outros equipamentos. A nova plataforma automatiza a adaptação e a conversão de códigos, acelera o início dos cálculos e permite formular tarefas em linguagem natural. Segundo a equipe de desenvolvimento, a taxa de sucesso da conversão automática chega a 71%, informa o China Daily, parceiro da TV BRICS.
A Rússia também deu um passo no desenvolvimento de circuitos integrados fotônicos, tecnologia que pode transformar o setor de microchips ao acelerar o processamento de dados, reduzir o consumo de energia e abrir novas possibilidades para a inteligência artificial e as telecomunicações. O Instituto de Ciência e Tecnologia Skolkovo, parceiro da TV BRICS, anunciou o lançamento da primeira produção desse tipo de chip no país, com base na tecnologia de silício sobre isolante. Ao contrário dos processadores convencionais, que funcionam por meio de elétrons e tendem a aquecer, os chips fotônicos usam luz, ou fótons, o que reduz o aquecimento e aumenta a eficiência. A tecnologia deve ser aplicada em sistemas de comunicação óptica de alta velocidade, sensores e criptografia, segundo a Crónica Digital, parceira da rede TV BRICS.
No Vietnã, foi inaugurado o primeiro centro nacional dedicado ao desenvolvimento e aos testes de microchips semicondutores. Antes, empresas e universidades locais que trabalhavam no design de chips precisavam enviar seus projetos ao exterior para produzir protótipos. O novo centro oferecerá infraestrutura completa para todas as etapas do processo, do design e da prototipagem ao encapsulamento, testes e comercialização. A meta é dominar tecnologias avançadas de semicondutores até 2030, ampliar a cooperação internacional e consolidar o centro como uma referência em prototipagem de microchips no Sudeste Asiático, informa a Vietnam News Agency (VNA), parceira da rede TV BRICS.
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