Indonésia quer impulsionar portos sustentáveis com incentivos econômicos
Governo avalia incluir portos verdes no sistema nacional de precificação de carbono
A Indonésia estuda criar incentivos econômicos para portos que adotem práticas sustentáveis e reduzam suas emissões de carbono. Segundo a Vietnam News Agency (VNA), parceira da TV BRICS, as Iniciativas de Portos Verdes e Inteligentes (GSPI) 2026 fazem parte dos esforços do país para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para operações portuárias mais sustentáveis.
Durante o lançamento das GSPI 2026, realizado em Jacarta em 1º de julho, Nani Hendiarti, vice-coordenadora de Acessibilidade e Segurança Alimentar do Ministério Coordenador de Assuntos Alimentares, afirmou que o governo avalia incluir os portos verdes no sistema nacional de precificação de carbono, conhecido como Valor Econômico do Carbono (NEK).
A proposta prevê que os portos que cumprirem padrões ambientais possam receber incentivos econômicos semelhantes aos concedidos a edifícios verdes certificados. Segundo Nani, a política deve incentivar operadores portuários a investir mais em tecnologias verdes, melhorar o desempenho ambiental e ampliar a competitividade do setor de logística marítima da Indonésia.
De acordo com a fonte, a Indonésia tem a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 32% por meio de esforços nacionais e em 43,2% com assistência internacional até 2030. O país também pretende alcançar emissões líquidas zero até 2060 ou antes.
O programa de Portos Verdes e Inteligentes da Indonésia foi lançado em 2019 para estimular operações portuárias mais sustentáveis e digitalizadas. Agora, com a nova etapa das GSPI 2026, o governo pretende ampliar o alcance da iniciativa por meio de incentivos econômicos ligados à redução de emissões. Até 2025, 41 portos haviam participado do programa de avaliação, dos quais oito atenderam aos critérios para a certificação de Porto Verde e Inteligente.
A iniciativa da Indonésia dialoga com outras ações em países do BRICS voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável. Em diferentes frentes, os países vêm investindo em energia limpa, combustíveis alternativos e eficiência energética para reduzir emissões e modernizar suas infraestruturas.
O Egito vai construir, com apoio de uma empresa chinesa de tecnologia, a primeira fábrica do país para a produção de turbinas eólicas, com capacidade anual de 2 GW em equipamentos, além de um parque eólico de 2 mil MW na região norte do Golfo de Suez. Segundo a mídia Sada El-Balad, parceira da TV BRICS, a fábrica fornecerá equipamentos para projetos locais de energia eólica e destinará o excedente da produção à exportação para países da África e do Oriente Médio.
No Brasil, foi aprovada a primeira regulamentação nacional que estabelece padrões mínimos de eficiência energética para lâmpadas e luminárias com tecnologia LED. Conforme informações do Ministério de Minas e Energia, a nova norma poderá gerar uma economia acumulada entre 283 e 432 terawatts-hora até 2040, volume suficiente para abastecer cerca de 14 milhões de residências no mesmo período. A medida representa um avanço na modernização do setor de iluminação e estimula o uso racional da eletricidade.
O governo indiano planeja abrir até 5 mil postos de abastecimento com E85 até o fim de 2027, em grandes cidades e corredores urbanos estratégicos. Segundo a IANS, parceira da TV BRICS, o combustível, composto por até 85% de etanol, foi definido como padrão para veículos flex e é apresentado como uma alternativa mais limpa para ampliar o uso de soluções sustentáveis no setor de transporte.
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