Rússia e Cuba lançam joint venture biofarmacêutica inédita
A iniciativa busca ampliar a produção de medicamentos inovadores e fortalecer a pesquisa científica conjunta entre Moscou e Havana
Rússia e Cuba anunciaram a criação de sua primeira empresa mista no setor biofarmacêutico, um fato inédito que fortalece a cooperação científica e tecnológica entre as duas nações, segundo informa a teleSUR, parceira da TV BRICS.
O vice-presidente da BioCubaFarma, grupo empresarial estatal da indústria biotecnológica e farmacêutica de Cuba, Eulogio Pimentel, afirmou que a iniciativa vai impulsionar o desenvolvimento biotecnológico, a produção de medicamentos inovadores e a troca de conhecimento na área da saúde.
O projeto também contará com a participação de empresas emergentes ligadas ao principal polo de inovação tecnológica da Federação Russa.
A cooperação entre os dois países já envolve diversos medicamentos cubanos registrados e utilizados no sistema de saúde russo. Entre eles estão o Heberprot-P, indicado para o tratamento de úlceras do pé diabético; o Hebermin, utilizado em casos de queimaduras e úlceras; o CIMAher, uma vacina terapêutica contra o câncer de pulmão; e o Jusvinza, aplicado no tratamento de doenças inflamatórias e imunológicas.
Um dos principais projetos da nova empresa será o desenvolvimento do HEBERPROVAC, voltado para terapias oncológicas avançadas. A criação da sociedade faz parte da estratégia de cooperação entre Havana e Moscou, que também envolve áreas como energia, transporte, turismo e ensino superior, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento científico e tecnológico dos dois países.
A cooperação na área farmacêutica e biotecnológica vem se consolidando como um dos principais eixos de desenvolvimento dos países do BRICS.
No caso da Índia, o país se destaca como o maior fornecedor mundial de medicamentos genéricos, respondendo por cerca de 20% do abastecimento global, com uma indústria composta por mais de 3 mil empresas e 10,5 mil unidades de produção. Além disso, lidera a fabricação de vacinas contra doenças como difteria, tétano e coqueluche (DPT), tuberculose (BCG) e sarampo, fornecendo cerca de 60% das doses adquiridas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo relatório oficial citado pela IANS, parceira da TV BRICS.
Já na China, pesquisadores desenvolveram uma plataforma baseada em inteligência artificial capaz de acelerar em até um milhão de vezes a avaliação das interações entre fármacos e as proteínas codificadas no genoma humano. De acordo com a CGTN, parceira da TV BRICS, a ferramenta, utilizada por mais de mil pesquisadores desde seu lançamento em 2025, permite agilizar a descoberta de novos medicamentos e ampliar as possibilidades terapêuticas para doenças que ainda carecem de tratamentos eficazes.
Enquanto isso, segundo a Mehr News Agency, parceira da TV BRICS, o Irã avança no desenvolvimento de medicamentos baseados em nanotecnologia para tratar cânceres complexos e doenças hepáticas. Essas terapias utilizam nanotransportadores capazes de direcionar os fármacos com maior precisão aos tecidos afetados, aumentando sua eficácia e reduzindo possíveis efeitos colaterais. O país também vem fortalecendo sua indústria farmacêutica nacional com o desenvolvimento de alternativas que seguem padrões internacionais de qualidade.
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