Rússia descobre colônia de pinguins-de-adélia na Antártida
A espécie serve como indicador do estado dos ecossistemas marinhos
Cientistas russos do Instituto de Pesquisa do Ártico e da Antártida realizaram, pela primeira vez na história das observações regulares na Antártida, um levantamento na ilha de Adams, localizada na porção oeste do arquipélago de Haswell. O estudo revelou que pinguins-de-adélia habitam a ilha há muito tempo e ocupam praticamente todas as áreas adequadas para a nidificação.
Segundo o Ministério dos Recursos Naturais da Rússia, a equipe identificou e descreveu detalhadamente uma colônia com cerca de 500 pinguins, além de um grupo de focas-de-weddell nas proximidades.
"Os pinguins-de-adélia são muito sensíveis às mudanças no gelo marinho e ao estado da base alimentar. Por isso, o monitoramento regular de suas colônias nos fornece informações extremamente importantes sobre o estado dos ecossistemas marinhos da Antártida como um todo. O grupo de focas é composto por apenas alguns indivíduos, mas o simples fato de sua presença na ilha também tem importância científica. A Antártida se revela de uma nova forma a cada vez, mesmo em lugares onde, aparentemente, tudo já era conhecido", afirmou Iuri Mizin, ornitólogo da estação Mirni.
Os preparativos para a expedição levaram vários meses. A equipe conseguiu chegar à ilha apenas na segunda tentativa, após a primeira ser interrompida por uma tempestade. A partir de agora, a ilha de Adams passará a integrar o programa permanente de monitoramento dos ecossistemas da Antártida.
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