Setor de mineração da África do Sul cresce quase 10% e atinge maior nível em 2 anos
Ampliação da extração de metais do grupo da platina e do ouro impulsiona produção
A indústria de mineração da África do Sul registrou um crescimento de 9,7% em fevereiro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando o melhor desempenho dos últimos dois anos. A informação foi divulgada pela African News Agency (ANA), parceira da TV BRICS, com base em dados do órgão de estatísticas do país.
"Em fevereiro de 2026, a indústria de mineração da África do Sul avançou 9,7% em termos anuais. Os principais impulsionadores foram os metais do grupo da platina, cuja produção aumentou 52,3%, contribuindo com 9,4 pontos percentuais para o crescimento total", informou a instituição.
Outros fatores que impulsionaram a expansão incluem o aumento na extração de minério de cromo (26,9%), minério de manganês (17,8%) e ouro (12,8%), o que acrescentou mais 1,3 ponto percentual ao crescimento geral. A produção de níquel e diamantes também apresentou alta em relação ao ano anterior.
Em fevereiro, o volume de produção, considerando ajustes sazonais, cresceu 2,3% em relação a janeiro, quando havia sido registrado um aumento de 3,7%. No acumulado do ano, a produção mineral avançou 7,3% em comparação com o mesmo período de 2025.
Reformas e iniciativas voltadas ao fortalecimento do ambiente econômico estão sendo implementadas em resposta às variações observadas ao longo dos últimos períodos. Entre as principais ações estão o desenvolvimento do setor energético e da infraestrutura logística, o aumento da previsibilidade regulatória para atrair investimentos e o incentivo ao processamento de matérias-primas.
Segundo Kenny Morolong, vice-ministro vinculado à Presidência da África do Sul, o continente africano está à beira de uma transformação sem precedentes. A África está deixando de ser apenas fornecedora de matérias-primas para se consolidar como um centro de criação de valor industrial e inovação.
Especialistas apontam que minerais críticos, como lítio e terras raras, poderão gerar receitas até três vezes superiores às do setor de combustíveis fósseis nas próximas décadas. Morolong classificou esses recursos como o "novo petróleo do século XXI".
Ele também destacou que a demanda por esses minerais deverá triplicar até 2030 e quadruplicar até 2040, posicionando a África na vanguarda de setores estratégicos do futuro, como a produção de painéis solares e a indústria eletrônica.
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