Brasil cria rede nacional de biobancos para ampliar pesquisas em saúde
Integração promove intercâmbio de conhecimantos entre estruturas médicas
O Ministério da Saúde do Brasil instituiu a Rede Brasileira de Biobancos (RBBMS). A iniciativa reunirá biobancos públicos e privados de todo o país e ampliará a capacidade nacional de realizar pesquisas estratégicas em benefício do Sistema Único de Saúde (SUS), informou o site do órgão.
Presentes em todas as regiões do país, os biobancos são responsáveis pela organização, conservação e gestão de materiais biológicos humanos, como tecidos e sangue, além de dados destinados à pesquisa científica.
A nova rede pretende ampliar a cooperação entre essas estruturas, promover o intercâmbio de conhecimentos e boas práticas e estimular pesquisas cooperativas e multicêntricas. Espera-se que a integração contribua para a produção de evidências científicas e para o aprimoramento de diagnósticos e tratamentos na rede pública.
A adesão será voluntária e estará aberta aos 108 biobancos regularmente constituídos e aprovados pelo Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep).
Sob coordenação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a rede contará com apoio técnico para o desenvolvimento de suas atividades, sem alterar a autonomia administrativa das instituições participantes.
A governança contará ainda com um comitê gestor de caráter consultivo e propositivo, formado por representantes da SCTIE/MS, das instituições integrantes da RBBMS, da comunidade científica e da sociedade civil.
Entre as medidas previstas estão a capacitação de profissionais, o intercâmbio de conhecimentos e boas práticas, a elaboração de documentos e referenciais técnicos, além do estímulo à cooperação científica e tecnológica e ao desenvolvimento de projetos de pesquisa cooperativos ou multicêntricos.
Os materiais biológicos analisados podem ser utilizados em diferentes estudos ao longo do tempo, inclusive em novas análises que não estavam previstas no momento da coleta. O uso é condicionado ao cumprimento dos consentimentos aplicáveis e dos requisitos éticos, legais, institucionais e regulatórios.