Brasil encontra método biológico para prolongar vida útil de morangos
Tecnologia age rapidamente sem alterar a qualidade e o sabor do fruto
Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma tecnologia capaz de prolongar a vida útil de morangos da variedade Oso Grande, segundo informou o Metrópoles, parceiro da TV BRICS. A inovação, desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), utiliza um peptídeo extraído da pele da rã silvestre do Cerrado (Boana albopunctata).
O estudo demonstrou que a exposição dos frutos ao peptídeo Ctx(Ile21)-Ha por apenas cinco minutos é suficiente para retardar a deterioração dos morangos armazenados. O tratamento permite preservar a firmeza e as características dos frutos maduros, sem provocar alterações na composição química ou no sabor.
Para avaliar a eficácia da técnica, os pesquisadores compararam morangos tratados com o composto peptídico a frutos que passaram apenas por imersão em água. Após seis dias de armazenamento a uma temperatura de 5 °C, os morangos submetidos ao tratamento apresentaram maior resistência à degradação e conservaram melhor suas propriedades naturais.
O Ctx(Ile21)-Ha foi isolado pela primeira vez em 2006 por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). A molécula integra o sistema natural de defesa dos anfíbios e possui ação antimicrobiana.
Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que ainda são necessários novos estudos microbiológicos e a aprovação dos órgãos reguladores brasileiros antes que o composto possa ser aplicado comercialmente.
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