Brasil prevê exportar 110 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27
Oferta total da oleaginosa no mercado interno deverá alcançar 190,7 milhões de toneladas
As exportações brasileiras de soja na safra 2026/27 deverão alcançar 110 milhões de toneladas, o maior volume já registrado na série histórica. A projeção foi apresentada pelo analista da Safras News, parceira da TV BRICS, Rafael Silveira.
A produção de soja para o período está estimada em 180,089 milhões de toneladas, com crescimento impulsionado pela expansão de aproximadamente 1,2% da área plantada. Considerando os estoques de passagem de 9,7 milhões de toneladas e as importações previstas em cerca de 900 mil toneladas, a oferta total da oleaginosa no mercado brasileiro deverá atingir 190,7 milhões de toneladas.
Segundo a análise, a demanda continuará em expansão tanto no mercado externo quanto no interno. O processamento doméstico da soja deverá chegar a 63,5 milhões de toneladas, resultado que poderá ser favorecido por um eventual aumento da mistura obrigatória de biodiesel para 16% (B16). A medida ampliaria a demanda por óleo de soja e, consequentemente, pelo processamento da matéria-prima.
A demanda total pela oleaginosa está estimada em 177,1 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais devem alcançar cerca de 13,6 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica. Segundo Silveira, esse nível elevado de reservas cria um cenário de maior segurança para o mercado.
No segmento de óleo de soja, a produção deverá atingir 12,38 milhões de toneladas, somadas aos estoques iniciais de 324 mil toneladas. O consumo interno seguirá em crescimento, impulsionado principalmente pela indústria de biodiesel, cuja demanda por óleo poderá chegar a 7 milhões de toneladas.
As exportações estão projetadas em 1,4 milhão de toneladas, enquanto os estoques finais devem permanecer próximos de 407 mil toneladas, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no setor.
Países-membros e parceiros do BRICS também desenvolvem pesquisas científicas voltadas ao aprimoramento da produção de soja e cereais, com avanços que vão do melhoramento genético a novas tecnologias de manejo agrícola.
Pesquisadores russos realizaram experimentos com ratos e identificaram que o hidrolisado de proteína de soja pode aumentar significativamente a resistência física. Os animais que receberam o suplemento apresentaram desempenho 2,5 vezes superior ao dos grupos de controle em testes de natação, sem mostrar aumento no nível de aminoácidos no sangue. Segundo os cientistas, a pesquisa indica que derivados da proteína de soja podem futuramente ser utilizados no desenvolvimento de produtos naturais para atletas e pessoas com fadiga crônica, informou o Ministério da Ciência e Ensino Superior da Rússia.
Na China, cientistas identificaram um segundo gene do milho selvagem, denominado THP3-T, associado ao aumento do teor de proteína nos grãos. Em conjunto com o gene THP9-T, já conhecido pelos pesquisadores, o novo componente apresentou efeito ampliado. Após a introdução dos genes em uma variedade comercial de milho, o teor de proteína nos grãos passou de 8,5% para 12–13%, sem redução da produtividade. Atualmente, mais de 80 linhagens parentais de milho chinês já foram aprimoradas, todas com teor proteico superior a 14%, segundo informações do Science and Technology Daily, parceiro da TV BRICS.
Na Nigéria, o governo aprovou, em março de 2026, 57 novas variedades agrícolas melhoradas, incluindo arroz, milho, inhame, soja e banana-da-terra. As variedades apresentam ciclo mais curto, maior produtividade e resistência a pragas e doenças. Em entrevista à News Agency of Nigeria (NAN), também parceira da rede, a filial de Lagos da Associação Nacional de Agricultores da Nigéria destacou que as sementes foram desenvolvidas por pesquisadores do país e permitem ampliar a produção mesmo em áreas agrícolas menores.
DIGITAL WORLD
Centro de Mídia do BRICS+
RUSSO CONTEMPORÂNEO