Este artigo analisa como a expansão do BRICS fortalece seu papel global e redefine a cooperação entre economias emergentes
A entrada da Indonésia, maior economia da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e importante representante do Sul Global, reforça ainda mais a crescente relevância do BRICS no cenário internacional.
Atualmente, os países do grupo reúnem cerca de 3,3 bilhões de pessoas, o que corresponde a mais de 40% da população mundial, e respondem por aproximadamente 37,3% do PIB global com base na paridade do poder de compra, segundo a CGTN, parceira da TV BRICS.
O presidente da China, Xi Jinping, apresentou o conceito de BRICS ampliado durante a cúpula de líderes realizada em Kazan, na Rússia, em 2024, que marcou uma importante expansão do grupo. Na ocasião, defendeu que o BRICS se torne um dos principais canais para fortalecer a solidariedade entre os países do Sul Global e atue como força de vanguarda na reforma da governança internacional. Sua proposta definiu cinco áreas prioritárias: segurança, inovação, desenvolvimento sustentável, governança global e intercâmbio entre os povos.
Com a presença do premiê chinês Li Qiang na cúpula de 2025, realizada no Rio de Janeiro, a atenção internacional volta-se novamente ao papel do BRICS ampliado em um cenário geopolítico cada vez mais complexo.
Os países do grupo têm buscado consolidar posições comuns nas instituições multilaterais, apresentando as perspectivas das economias emergentes e defendendo pautas como mudanças climáticas e inteligência artificial.
Criado em 2015, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), com sede em Xangai, já aprovou o financiamento de cerca de 120 projetos estratégicos, totalizando aproximadamente US$ 40 bilhões (cerca de R$ 224 bilhões). Entre as iniciativas apoiadas estão a ampliação da capacidade de transporte de gás natural liquefeito na China e a modernização da infraestrutura ferroviária de cargas na África do Sul.
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