BRICS cria plataforma para intercâmbio de experiências e tecnologias na área de emprego
Ministros do grupo discutiram digitalização, proteção social e preparação de profissionais para as transformações tecnológicas
Em Hyderabad, na Índia, foi concluída a reunião dos ministros do Trabalho e do Emprego dos países do BRICS. O principal resultado do encontro foi o lançamento da plataforma BRICS CONECTA, destinada ao intercâmbio de experiências e tecnologias entre os países do grupo nas áreas de trabalho e emprego. A informação foi divulgada pela ANI, parceira da TV BRICS.
A reunião foi presidida pelo ministro do Trabalho da Índia, Mansukh Mandaviya, e contou com a participação de delegações dos países membros do BRICS. Durante o encontro, os participantes discutiram o futuro do mercado de trabalho e os novos desafios do emprego em escala global.
A BRICS CONECTA é uma iniciativa emblemática da Índia, que exerce a presidência do BRICS em 2026. A plataforma foi criada para promover o compartilhamento de conhecimentos e tecnologias entre os países do grupo. Seu objetivo é fortalecer a cooperação entre os membros do BRICS na qualificação da força de trabalho, na promoção do emprego e na formação de profissionais para as profissões do futuro.
O ministro do Trabalho da Indonésia, Yassierli, propôs incluir a previsão das competências do futuro entre as áreas prioritárias de atuação do BRICS CONECTA. A declaração foi divulgada pela Antara News.
"A Indonésia considera importante aprofundar o entendimento mútuo sobre o desenvolvimento da força de trabalho e das competências do futuro. Nesse contexto, propomos incluir a previsão das competências do futuro entre as áreas prioritárias da iniciativa BRICS CONECTA. [...] A Indonésia vê o BRICS como uma plataforma estratégica para fortalecer a cooperação Sul-Sul, promover o aprendizado mútuo e encontrar soluções práticas para os trabalhadores, as empresas e a sociedade em geral"![]()
Yassierli Ministro do Trabalho da Indonésia
Segundo o ministro, essa abordagem permitirá que os países do BRICS antecipem as transformações do mercado de trabalho impulsionadas pelo avanço tecnológico, pela modernização da indústria, pelas mudanças demográficas e pela transição global para uma economia verde.
O ministro de Recursos Humanos e Emiratização dos Emirados Árabes Unidos, Abdulrahman Al Awar, apresentou a experiência do país na construção de um mercado de trabalho moderno durante a reunião dos ministros do Trabalho e do Emprego do BRICS. A informação foi divulgada pela Emirates News Agency (WAM), parceira da TV BRICS.
"Os Emirados Árabes Unidos conseguiram construir um mercado de trabalho baseado na parceria entre os setores público e privado, na atração de talentos globais e no desenvolvimento de um sistema legislativo flexível, capaz de acompanhar as transformações econômicas e tecnológicas. [...] Hoje, a inteligência artificial é uma ferramenta estratégica que permite aos governos ir além da simples automatização de serviços, passando a prever as necessidades do mercado de trabalho, identificar as competências do futuro e apoiar a tomada de decisões com base em dados"![]()
Abdulrahman Al Awar ministro de Recursos Humanos e Emiratização dos EAU
Segundo o ministro, nos últimos cinco anos, a força de trabalho do setor privado dos Emirados mais que dobrou, enquanto o número de empresas registradas cresceu 46% e a participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou 109%. Ele acrescentou que o país avança para uma etapa mais sofisticada da adoção da inteligência artificial, com o objetivo de fortalecer a capacidade do governo de prever tendências do mercado de trabalho e reduzir riscos.
Paralelamente, a ministra de Estado do Trabalho e Emprego da Índia, Shobha Karandlaje, reuniu-se com o vice-ministro do Trabalho e Emprego do Brasil, Francisco Macena da Silva. Segundo a ANI, as autoridades discutiram a cooperação em áreas como desenvolvimento de competências profissionais, serviços digitais de emprego, proteção social e ampliação da participação das mulheres na força de trabalho.
A Índia também apresentou os resultados de sua plataforma digital destinada aos trabalhadores do setor informal. O sistema reúne mais de 315 milhões de pessoas cadastradas, que têm acesso a medidas de apoio oferecidas pelo governo. O Brasil avaliou positivamente o modelo e manifestou interesse em estabelecer cooperação técnica para conhecer melhor sua implementação.
Ao final da reunião ministerial, os participantes aprovaram uma Declaração Conjunta, consolidando o consenso em áreas prioritárias, como:
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proteção social e formalização do emprego;
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ampliação da participação das mulheres na força de trabalho;
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desenvolvimento de competências e promoção do emprego;
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uso de tecnologias digitais para todos os trabalhadores.
As medidas também contemplam profissionais que atuam em plataformas digitais e na economia de bicos, modelo em que as empresas não contratam funcionários permanentemente, mas recorrem a profissionais externos para projetos e tarefas específicas.
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