BRICS lança bolsa de grãos e plataforma digital para investidores
Esses novos mecanismos liderados pela Rússia buscam fortalecer a cooperação econômica e ampliar o comércio entre os membros
Por iniciativa da Rússia, o BRICS avança na criação da Bolsa de Grãos do grupo e de uma plataforma digital destinada a atrair investimentos para Zonas Econômicas Especiais (ZEEs). Os projetos têm como foco a expansão do comércio e o desenvolvimento de cadeias logísticas sustentáveis.
"Já conseguimos formar o modelo e a estrutura dessa bolsa, estamos trabalhando nas questões de pagamentos, definindo as moedas que serão usadas para liquidações, além de estabelecer mecanismos de contenção de riscos e de compensação. A principal tarefa para o próximo ano é definir a plataforma tecnológica que cumprirá a função digital central dentro desse trabalho e identificar as bolsas dos países do BRICS que passarão a se conectar a essa plataforma tecnológica", afirmou o diretor do Departamento de Cooperação Econômica e Projetos Especiais do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Nikita Kondratiev, em um comentário exclusivo à TV BRICS.
Ao mesmo tempo, entrou em operação o "invest-navegador das ZEEs do BRICS", uma plataforma digital criada para orientar investidores.
"A iniciativa busca auxiliar potenciais investidores do BRICS a encontrar regimes preferenciais em outros países do bloco, acessar informações detalhadas sobre a legislação e conhecer benefícios fiscais. O recurso também funciona como um canal prático para registro, envio de solicitações e adesão às ZEEs dos países-membros", afirmou Kondratiev.
O ministério definiu ainda novas prioridades de cooperação. Segundo a vice-diretora do Departamento de Cooperação Econômica e Projetos Especiais do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Evguenia Drojashchikh, a economia criativa está entre os focos centrais.
"Nesse sentido, vamos contar com um instrumento como a coletânea de soluções criativas voltadas à exportação, que já apresentamos no espaço da OCX [Organização para Cooperação de Xangai] e demonstramos recentemente no âmbito da nossa presidência Iniciativa Ampliada do Tumen. Se a adaptarmos aos países do BRICS, temos certeza de que também poderá gerar grande repercussão e interesse tanto entre os círculos empresariais quanto entre […] todas as demais partes interessadas", ressaltou ela em uma entrevista à TV BRICS.
A segunda área que o ministério vem desenvolvendo ativamente é o apoio a pequenas empresas de base tecnológica. Foi justamente a Rússia que, em 2024, lançou o primeiro fórum de startups do BRICS em formato completo. Entre as áreas experimentais também foram citadas a economia de plataformas e a economia espacial.
"Existem diferentes estimativas sobre o tamanho e a dimensão futura do mercado da economia espacial, mas a mais evidente e frequentemente citada pelos especialistas do setor aponta para US$ 1,8 trilhão [cerca de R$ 10 trilhões] até 2035. Trata-se de um mercado no qual, sem dúvida, os países do BRICS tentarão entrar", acrescentou Drojashchikh.
O comércio da Rússia com os países do BRICS em 2024 alcançou US$ 350 bilhões (R$ 1,95 trilhão), com crescimento de 11% nas exportações e de 4% nas importações.
Anteriormente, com o objetivo de aumentar o fluxo turístico, China e Arábia Saudita aboliram o regime de vistos para cidadãos russos. Outra das novas iniciativas promovidas pela Rússia no BRICS é o desenvolvimento do turismo gastronômico.
Fotografia: Thanakorn Piadaeng / iStock
"Já conseguimos formar o modelo e a estrutura dessa bolsa, estamos trabalhando nas questões de pagamentos, definindo as moedas que serão usadas para liquidações, além de estabelecer mecanismos de contenção de riscos e de compensação. A principal tarefa para o próximo ano é definir a plataforma tecnológica que cumprirá a função digital central dentro desse trabalho e identificar as bolsas dos países do BRICS que passarão a se conectar a essa plataforma tecnológica", afirmou o diretor do Departamento de Cooperação Econômica e Projetos Especiais do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Nikita Kondratiev, em um comentário exclusivo à TV BRICS.
Ao mesmo tempo, entrou em operação o "invest-navegador das ZEEs do BRICS", uma plataforma digital criada para orientar investidores.
"A iniciativa busca auxiliar potenciais investidores do BRICS a encontrar regimes preferenciais em outros países do bloco, acessar informações detalhadas sobre a legislação e conhecer benefícios fiscais. O recurso também funciona como um canal prático para registro, envio de solicitações e adesão às ZEEs dos países-membros", afirmou Kondratiev.
O ministério definiu ainda novas prioridades de cooperação. Segundo a vice-diretora do Departamento de Cooperação Econômica e Projetos Especiais do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Evguenia Drojashchikh, a economia criativa está entre os focos centrais.
"Nesse sentido, vamos contar com um instrumento como a coletânea de soluções criativas voltadas à exportação, que já apresentamos no espaço da OCX [Organização para Cooperação de Xangai] e demonstramos recentemente no âmbito da nossa presidência Iniciativa Ampliada do Tumen. Se a adaptarmos aos países do BRICS, temos certeza de que também poderá gerar grande repercussão e interesse tanto entre os círculos empresariais quanto entre […] todas as demais partes interessadas", ressaltou ela em uma entrevista à TV BRICS.
A segunda área que o ministério vem desenvolvendo ativamente é o apoio a pequenas empresas de base tecnológica. Foi justamente a Rússia que, em 2024, lançou o primeiro fórum de startups do BRICS em formato completo. Entre as áreas experimentais também foram citadas a economia de plataformas e a economia espacial.
"Existem diferentes estimativas sobre o tamanho e a dimensão futura do mercado da economia espacial, mas a mais evidente e frequentemente citada pelos especialistas do setor aponta para US$ 1,8 trilhão [cerca de R$ 10 trilhões] até 2035. Trata-se de um mercado no qual, sem dúvida, os países do BRICS tentarão entrar", acrescentou Drojashchikh.
O comércio da Rússia com os países do BRICS em 2024 alcançou US$ 350 bilhões (R$ 1,95 trilhão), com crescimento de 11% nas exportações e de 4% nas importações.
Anteriormente, com o objetivo de aumentar o fluxo turístico, China e Arábia Saudita aboliram o regime de vistos para cidadãos russos. Outra das novas iniciativas promovidas pela Rússia no BRICS é o desenvolvimento do turismo gastronômico.
Fotografia: Thanakorn Piadaeng / iStock
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