Zimbábue realiza primeira exportação de mirtilos para China
O setor pretende ampliar a produção e buscar rotas logísticas mais eficientes
O Zimbábue iniciou as exportações de mirtilos para a China após a abertura do mercado chinês à fruta produzida no país africano, formalizada por um acordo firmado em 2025. A informação foi divulgada pelo The Herald, parceiro da TV BRICS, com base em declarações de produtores do setor hortícola.
Para viabilizar os embarques ao mercado chinês, o novo protocolo fitossanitário estabelece que produtores e exportadores devem cumprir rigorosos requisitos de controle de pragas, registro das plantações, rastreabilidade da produção, inspeções e certificação.
Na avaliação dos produtores, embora as novas regras imponham desafios ao setor, elas também incentivam o aprimoramento dos padrões de qualidade e fortalecem a competitividade dos mirtilos zimbabuanos em outros mercados internacionais.
A produção de mirtilos no Zimbábue vem crescendo rapidamente. Em 2025, a área cultivada alcançou cerca de 650 hectares, enquanto as exportações somaram aproximadamente 9,5 mil toneladas, gerando mais de US$ 51 milhões (mais de R$ 263 milhões) em receitas.
Analistas do setor avaliam que o acesso ao mercado chinês permitirá diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência dos mercados tradicionais. A expectativa é que a ampliação das vendas aumente a renda dos produtores e fortaleça a entrada de divisas no país.
Desde 1º de maio de 2026, a China aplica uma política de tarifa zero para produtos importados de 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.
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