Pela primeira vez, o carnaval de São Paulo terá um computador de reconhecimento facial para tentar ajudar a polícia a identificar rostos de criminosos e de suspeitos de crimes, além de ajudar a localizar pessoas desaparecidas. O pré-carnaval de São Paulo começa, oficialmente, em 15 de fevereiro.
A informação sobre a nova tecnologia foi divulgada pelo governador João Doria (PSDB) na inauguração do Laboratório de Identificação Biométrica – Facial e Digital, na sede do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), no Centro da capital paulista.

A tecnologia é diferente, por exemplo, da que já é usada em Salvador, onde um suspeito de homicídio que estava vestido de mulher no carnaval de 2019 foi preso após ser reconhecido em tempo real por uma câmera instalada em local público, informa o reporter de tvbrics.com com referência ao G1.
A fabricante Thales Gelmato informou que a apresentação foi apenas para demonstração do que a empresa pretende implantar posteriormente. Segundo a Gelmato, um software compara as imagens com um banco de dados com mais de 30 milhões de fotografias digitalizadas de carteiras de identidades feitas desde 2013 em São Paulo. A base de dados do IIRGD é vinculada ao Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol).
O computador responsável por essa análise já está funcionando desde 20 de janeiro deste ano. E, de acordo com o governador, a novidade será um importante aliado das forças de segurança no combate à criminalidade e na localização de desaparecidos.
“Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, mais a Guarda Civil Metropolitana aqui da capital de São Paulo, sem contar as outras cidades metropolitanas e as outras cidades do interior que terão carnaval também o serviço estará disponível sim e operante”, comentou Doria.