Cazaquistão e China criarão plataforma conjunta de comércio de grãos
Projeto deve ampliar o comércio de produtos agrícolas e apoiar cadeias de suprimento sustentáveis
O Cazaquistão e a China concordaram em criar uma plataforma conjunta de comércio de grãos. A informação foi divulgada pela Kazinform, parceira da rede TV BRICS, com base em dados do Ministério da Agricultura do Cazaquistão.
O acordo foi alcançado após uma reunião entre o vice-ministro da Agricultura do Cazaquistão, Ermek Kenzhekhanuly, e o chefe da Administração Estatal de Alimentos e Reservas Estratégicas da China, Liu Huanxin.
As partes discutiram o desenvolvimento da parceria no setor agrícola, a ampliação do comércio de produtos agropecuários, a implementação de projetos de investimento e questões relacionadas à segurança alimentar.
Liu Huanxin destacou o alto potencial da cooperação agrícola entre os dois países e confirmou o interesse da China no fornecimento estável de produtos de qualidade.
"O Cazaquistão é um parceiro importante da China na garantia da segurança alimentar e no desenvolvimento de cadeias sustentáveis de abastecimento de produtos agrícolas. Estamos prontos para continuar fortalecendo a cooperação prática, ampliar o comércio e apoiar projetos conjuntos nas áreas de comércio de grãos, logística e processamento", afirmou o chefe da administração.
Os indicadores comerciais confirmam o avanço dessa parceria. Segundo o Ministério da Agricultura do Cazaquistão, em 2025, o comércio de produtos agrícolas entre os dois países cresceu 36,8% e atingiu US$ 1,97 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões). Entre janeiro e março de 2026, o volume avançou mais 61,7%, chegando a US$ 697 milhões (mais de R$ 3,5 bilhões).
As exportações do complexo agroindustrial cazaque para a China somaram US$ 1,43 bilhão (aproximadamente R$ 7 bilhões), em 2025, alta de 35,3%. Os principais produtos enviados foram rações, óleos vegetais, sementes de linho e girassol, além de óleo de colza. Nos três primeiros meses de 2026, as exportações cresceram 82,4% e alcançaram US$ 550 milhões (cerca de R$ 3 bilhões).
Durante as negociações, as partes deram atenção especial a contratos de longo prazo para o fornecimento de grãos e oleaginosas, à criação de centros logísticos e portos secos, além do intercâmbio de tecnologias de armazenamento e processamento de produtos agrícolas.
A plataforma conjunta será criada de acordo com o Plano de Ação da China e dos países da Ásia Central, ligado à Iniciativa Cinturão e Rota. Ela será desenvolvida com base na atual Plataforma Nacional On-line de Comércio de Grãos da China.
A ferramenta permitirá que empresas dos dois países realizem operações por meio de negociações competitivas e acordos diretos. O foco principal será soja, outras oleaginosas e produtos do setor de óleos e gorduras.
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