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TV BRICS
Tunísia
06.07.26 19:00
Ecologia

Tunísia avalia proibir sacolas plásticas de uso único

País estabelece critérios rigorosos para alternativas sustentáveis ao plástico

Foto: amnat jomjun / iStock

Um grupo de 25 deputados da Assembleia dos Representantes do Povo da Tunísia apresentou uma proposta legislativa que prevê a proibição de sacolas plásticas descartáveis e a adoção obrigatória de alternativas sustentáveis no mercado.

Segundo a agência Tunis Afrique Presse (TAP), parceira da rede TV BRICS, o projeto de lei é composto por 23 artigos, distribuídos em sete capítulos. A iniciativa tem como objetivo combater a poluição plástica, proteger a saúde pública e apoiar a transição da Tunísia para uma economia circular.

De acordo com o texto, a distribuição de sacolas plásticas de uso único nos caixas de estabelecimentos comerciais, gratuitas ou pagas, será proibida assim que a lei entrar em vigor. Fabricantes e importadores terão prazo máximo de 12 meses, a partir da publicação no Diário Oficial da Tunísia, para interromper a produção, a importação e a distribuição desses produtos.

O mesmo prazo também se aplicará à proibição do uso de embalagens plásticas no acondicionamento de alimentos e produtos vendidos a granel.

O texto estabelece critérios técnicos rigorosos para as alternativas permitidas. Só poderão ser utilizadas sacolas reutilizáveis com espessura mínima de 50 micrômetros, capacidade de até 10 kg e vida útil de pelo menos 20 ciclos de uso. Também serão autorizadas sacolas biodegradáveis, desde que se decomponham em pelo menos 90% em até seis meses em condições industriais ou em até 12 meses em ambiente doméstico, sem gerar microplásticos.

Além disso, os parlamentares propõem a criação de um programa nacional de apoio à adaptação das linhas de produção industrial para alternativas sustentáveis, com linhas de crédito subsidiadas e incentivos fiscais. O texto também incorpora o princípio da responsabilidade estendida do produtor, que atribui às empresas responsabilidade financeira e ambiental pelos produtos ao longo de todo o ciclo de vida, incluindo a gestão e a destinação dos resíduos.

A proposta prevê sanções rigorosas em caso de descumprimento, como multas e apreensão de produtos irregulares. Em caso de reincidência, as multas poderão ser dobradas, e as empresas infratoras poderão ser interditadas. O projeto também estabelece penas de prisão para casos de produção ou importação ilegal das sacolas proibidas.

Essa iniciativa integra um movimento mais amplo observado entre os países do BRICS para reduzir o uso de plásticos descartáveis e incentivar alternativas mais sustentáveis.


No Egito, por exemplo, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma campanha de conscientização sobre os impactos ambientais e sanitários do uso de sacolas plásticas, além de promover alternativas ambientalmente responsáveis. A ministra Yasmine Fouad destacou que a redução da produção desses itens também contribui para diminuir os gastos com a importação de matérias-primas. Ela ressaltou ainda os graves danos causados pela poluição plástica à fauna do país, especialmente às espécies marinhas.


Os Emirados Árabes Unidos também se preparam para implementar, a partir de janeiro de 2026, a fase final da proibição de produtos plásticos de uso único, abrangendo uma ampla gama de materiais e sacolas descartáveis. Segundo a Emirates News Agency (WAM), parceira da rede TV BRICS, o alcance das restrições será ampliado para incluir uma extensa lista de itens. Nesse contexto, também será proibida a circulação de sacolas de uso único fabricadas com qualquer material, inclusive papel, caso tenham espessura inferior a 50 micrômetros.


Na Etiópia, entrou em vigor uma decisão que proíbe a fabricação, importação, armazenamento, venda e uso de sacolas plásticas. A medida busca proteger o meio ambiente, preservar a saúde da população e reduzir a poluição. Segundo a Fana Media Corporation (FMC), parceira da rede TV BRICS, a iniciativa visa garantir o direito dos cidadãos a um ambiente limpo e reduzir riscos associados à contaminação ambiental. As autoridades destacaram ainda que o plástico pode permanecer no solo e em outros ambientes por mais de cem anos sem se decompor, causando danos significativos à natureza e à saúde humana.

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