Dessalinização da água do mar impulsiona modelo de economia verde no Egito
País planeja desenvolver produção de equipamentos para usinas de dessalinização
O Egito está ampliando o desenvolvimento de tecnologias de dessalinização da água do mar, consideradas estratégicas para o desenvolvimento sustentável, a execução de novos projetos urbanos e o fortalecimento da indústria. A informação foi divulgada pela Sada El-Balad, parceira da TV BRICS.
Segundo a fonte, o país pretende aumentar a produção de água dessalinizada para 9,8 milhões de m³ por dia até 2050.
Uma das principais tecnologias utilizadas pelo Egito é a osmose reversa, um método de purificação que demanda menos energia e reduz os custos operacionais em comparação com técnicas tradicionais. Paralelamente, o país desenvolve o conceito de dessalinização verde, baseado no uso de fontes renováveis de energia, sistemas digitais de gestão e métodos avançados de processamento da salmoura.
Essas novas tecnologias permitem a extração de minerais de valor comercial a partir dos resíduos do processo, transformando subprodutos da dessalinização em uma fonte adicional de recursos econômicos.
As autoridades egípcias também planejam ampliar a produção nacional de membranas e componentes eletromecânicos destinados às unidades de dessalinização, além de fortalecer a cooperação com empresas privadas e instituições científicas.
No desenvolvimento do setor, o Egito busca referências em experiências internacionais, incluindo o modelo chinês de dessalinização. Nos últimos anos, a China expandiu significativamente sua capacidade de produção e passou a utilizar a água tratada não apenas para o abastecimento da população, mas também como suporte ao desenvolvimento industrial. Seguindo essa estratégia, o Egito pretende construir, em parceria com uma empresa chinesa, uma fábrica de membranas para dessalinização da água do mar.
Diversos países do BRICS e do Sul Global estão adotando soluções sustentáveis para o setor hídrico, desde o uso de energias renováveis nos processos de dessalinização até a aplicação de tecnologias avançadas de purificação e reutilização da água.
Cientistas russos criaram um adsorvente de alta eficiência e baixo custo, desenvolvido com base em nanoestruturas de óxido de alumínio, nanotubos de carbono e nanopartículas de prata. A tecnologia permite eliminar da água corantes orgânicos, além de contaminantes bacterianos e virais, conforme informou o Ministério da Ciência e Ensino Superior do país.
No Irã, uma empresa desenvolveu uma unidade móvel de purificação de água que dispensa conexão com redes de abastecimento ou fontes convencionais de energia elétrica. O equipamento trata a água de fontes locais por meio de membranas de nanocarbono, enquanto seu funcionamento é garantido por painéis solares e baterias. Segundo a Mehr News Agency, parceira da TV BRICS, as membranas podem operar por até 15 anos sem necessidade de substituição.
O Brasil desenvolveu uma unidade móvel baseada em tecnologias nucleares e equipada com um acelerador eletrônico, destinada à purificação de água contaminada por microplásticos e outros poluentes. De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o sistema utiliza um feixe de elétrons de alta energia capaz de decompor as moléculas dos contaminantes presentes na água, modificando sua estrutura e reduzindo seus níveis de toxicidade.
Na Argentina, pesquisadores criaram um novo material filtrante capaz de remover arsênio, bactérias, vírus, antibióticos, pesticidas e outros contaminantes da água. O material é produzido a partir de carvão ativado modificado com sais metálicos e um polímero de origem alimentar. Durante os testes, o filtro tratou 8 mil litros de água e reduziu a concentração de arsênio de 100 para menos de 10 microgramas por litro, atingindo o limite considerado seguro para consumo humano, informou a BRICS Lat, parceira da rede de mídia.
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