Pesquisadores russos desenvolvem tecnologia para aprimorar resinas poliméricas usadas na indústria
Novos compostos apresentam maior resistência ao desgaste, impactos e absorção de umidade
Pesquisadores da Universidade Politécnica Nacional de Pesquisa de Perm, na Rússia, desenvolveram uma tecnologia de modificação de resinas poliméricas capaz de melhorar suas características de desempenho e ampliar a aplicação desses materiais na aviação, na construção naval e em outros setores de alta tecnologia. A informação foi divulgada no site do Ministério da Ciência e Ensino Superior da Rússia.
Pela primeira vez, os cientistas estudaram o efeito combinado de diferentes modificadores sobre as propriedades de resinas poliéster, viniléster e epóxi-viniléster de baixo custo. Eles definiram as composições ideais e a ordem de aplicação de cinco componentes especiais responsáveis pelo aumento da resistência, da durabilidade, da proteção contra umidade e da estabilidade dimensional do material.
"Os experimentos simulam condições reais de uso, quando o material entra em contato com umidade, substâncias químicas ou variações de temperatura. Todos os testes foram realizados sob as mesmas condições, e várias amostras foram produzidas para cada formulação, garantindo a confiabilidade dos resultados", explicou um dos autores do estudo, Aleksei Polin.
Os testes mostraram que, após a modificação dos compostos de epóxi-viniléster, a resistência dos materiais aumentou quase um terço, a resistência a impactos dobrou, o desgaste diminuiu cerca de cinco vezes e a absorção de umidade foi reduzida entre 1,2 e 1,8 vez.
Segundo os pesquisadores, os novos compostos apresentam características comparáveis às resinas epóxi de temperatura intermediária, tradicionalmente utilizadas em setores industriais de alta exigência. Ao mesmo tempo, o processo de fabricação permanece mais simples e acessível.
A tecnologia pode permitir o uso de materiais poliméricos de menor custo na produção de cascos de embarcações, peças automotivas, pás de turbinas eólicas, além de reservatórios e tubulações para a indústria química. Anteriormente, essas resinas não eram utilizadas em estruturas desse tipo devido à resistência e durabilidade insuficientes.
O estudo foi realizado com apoio do Ministério da Ciência e Ensino Superior da Rússia, no âmbito de um programa nacional de desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnologias.
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