Chancelaria da Rússia destaca desenvolvimento de cooperação em Grande Parceria Eurasiática
O diretor do departamento de cooperação econômica do ministério afirmou que a iniciativa será apresentada em breve em fóruns internacionais
A Grande Parceria Eurasiática (GPE) não é apenas uma concepção ou ideia, mas principalmente um sistema de relações econômicas internacionais mutuamente benéficas, formado com a participação ativa da Rússia e de seus parceiros mais próximos. A declaração foi feita pelo diretor do departamento de cooperação econômica do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Dmitri Biritchevski, em entrevista à Eurásia Hoje, parceiro da rede TV BRICS.
Ele informou que a concepção dessa iniciativa já foi desenvolvida e está em processo de aprovação pelos órgãos do governo. Segundo ele, nos próximos meses, ela poderá ser apresentada em fóruns internacionais, bem como no âmbito de contatos bilaterais com os parceiros.
"A Grande Parceria Eurasiática não é uma organização; não há burocracia envolvida. É uma iniciativa abrangente que visa unir diversas estruturas internacionais sob um mesmo [termo] guarda-chuva, onde cada um faz a sua parte de forma voluntária", explicou Birichevsky.
O chefe do departamento do Ministério das Relações Exteriores da Rússia acrescentou que, dentro da GPE, o princípio de coordenação com os países vizinhos desempenha um papel importante. Além disso, a base da parceria é a ausência de concorrência.
Biritchevski também destacou que o objetivo da GPE é aprofundar a cooperação, levando em consideração os interesses das populações de todos os participantes da iniciativa. Para isso, planeja-se desenvolver a colaboração nos setores de turismo, energia, transporte, educação, meio ambiente, entre outros.
"É muito importante não perceber esse trabalho como uma espécie de hierarquia; trata-se, antes de tudo, de conexões horizontais, não tanto pela chancelaria [da Rússia], mas sim pelos órgãos competentes de cada setor", explicou ele.
Anteriormente, Biritchevski afirmou que a GPE está aberta não apenas aos países do continente eurasiático, mas também àqueles que compartilham os princípios de igualdade, benefício mútuo, voluntariedade e consenso, incluindo parceiros da África e da América Latina.
Fotografia: TV BRICS
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