Emirados Árabes Unidos ampliam uso de robôs médicos em hospitais
Sistemas inteligentes permitem intervenções mais precisas e menos invasivas
Os Emirados Árabes Unidos estão desenvolvendo um sistema de saúde cada vez mais baseado em inovação tecnológica, com investimentos em infraestrutura avançada e na adoção de soluções digitais. Segundo informações da Emirates News Agency (WAM), parceira da TV BRICS, um dos principais eixos dessa estratégia é a ampliação do uso de robôs médicos no atendimento à população.
Robôs médicos já desempenham funções em diferentes etapas da assistência à saúde, desde procedimentos como substituição de articulações e intervenções cardíacas até diagnóstico remoto e reabilitação.
Na área cirúrgica, as plataformas robóticas representam um avanço nos procedimentos minimamente invasivos, permitindo a realização de operações complexas por meio de pequenas incisões. Os equipamentos oferecem imagens tridimensionais de alta resolução e contam com braços robóticos flexíveis, capazes de movimentar instrumentos cirúrgicos em áreas de difícil acesso pelos métodos convencionais, permitindo diminuir os efeitos colaterais e possíveis complicações.
A robótica também vem sendo aplicada na coleta de sangue, com equipamentos que utilizam inteligência artificial e tecnologia de infravermelho para criar mapas tridimensionais das veias, inclusive aquelas que não são visíveis a olho nu. Esses sistemas auxiliam na identificação do local mais adequado para a punção e da profundidade necessária da agulha, tornando o procedimento mais rápido e confortável para os pacientes.
Outra frente de aplicação está relacionada à automação dos serviços farmacêuticos. Sistemas inteligentes são utilizados para armazenar, organizar, monitorar prazos de validade e distribuir medicamentos com base em prescrições eletrônicas e códigos de identificação. A automação desses processos contribui para aumentar a precisão das operações e reduzir riscos relacionados à dispensação de medicamentos.
A introdução de novas tecnologias também reforça a necessidade de preparar profissionais de saúde capazes de atuar em conjunto com sistemas robóticos e ferramentas baseadas em inteligência artificial. Nesse novo cenário, os especialistas mantêm um papel fundamental na supervisão dos equipamentos, na interpretação das informações geradas e na definição das condutas terapêuticas, garantindo que a inovação tecnológica seja integrada de forma segura à prática médica.
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