Estudo inovador fornece novas informações sobre a formação do satélite natural
Cientistas chineses conseguiram mapear a composição química do lado oculto da Lua, segundo o Global Times, parceiro da rede TV BRICS. O estudo foi realizado com o auxílio de um modelo de inteligência artificial desenvolvido a partir das amostras coletadas pela missão Chang'e-6.
A pesquisa integrou dados das amostras com imagens de alta resolução obtidas em órbita lunar. Esse avanço permitiu, pela primeira vez, combinar informações diretas do lado oculto da Lua a um mapa global detalhado da composição química do satélite natural da Terra.
Graças ao modelo de IA, a equipe pôde reconstruir com precisão a distribuição de elementos como ferro, titânio, alumínio, magnésio, cálcio e silício em diferentes regiões lunares. O estudo também descreveu as características químicas das três principais áreas geológicas: os mares lunares, os planaltos e a Bacia Polo Sul-Aitken.
Entre as descobertas mais relevantes, constatou-se que os planaltos do lado oculto apresentam proporção significativamente maior de minerais ricos em magnésio em comparação ao lado visível da Lua, evidenciando que a formação do satélite ocorreu de maneira assimétrica.
O mapa elaborado também delimitou com precisão a fronteira entre áreas ricas em ferro e magnésio na Bacia Polo Sul-Aitken, confirmando que o impacto responsável pela formação da bacia expôs materiais profundos ricos em magnésio.
Os resultados fornecem uma compreensão mais detalhada da estrutura da Lua e da evolução da Bacia Polo Sul-Aitken, oferecendo dados químicos essenciais que podem orientar futuras missões de pouso, exploração de recursos e planejamento de pesquisas espaciais.