Material foi encontrado em crateras lunares permanentemente sombreadas
Uma equipe de pesquisadores da Organização Indiana de Pesquisa Espacial e da Universidade de Guzerate identificou novas evidências de gelo de água no subsolo próximo ao polo sul da Lua. Segundo a News9, parceira da TV BRICS, as conclusões se baseiam na análise combinada de dados das missões Chandrayaan-1 e Chandrayaan-2.
O estudo concentrou-se em áreas no interior de crateras lunares que não recebem luz solar e onde as temperaturas permanecem extremamente baixas. Essas condições são consideradas ideais para preservar o gelo acumulado desde a formação inicial do Sistema Solar.
Embora missões anteriores já tivessem identificado possíveis traços de gelo na Lua, a presença desse material abaixo da superfície ainda não havia sido confirmada de forma conclusiva. Para isso, os cientistas usaram dados de radar das duas missões, o que possibilitou identificar materiais nas camadas mais profundas e aumentar a precisão das análises.
Com base nos dados coletados na cratera Faustini, os pesquisadores identificaram sinais que indicam a presença de uma mistura de gelo e solo abaixo da superfície. Em diversas áreas, variações na resposta do radar sugerem que esse material está protegido por camadas superiores.
A descoberta é relevante para futuras missões na Lua. As regiões frias da Lua são consideradas prioritárias, já que os recursos ali identificados podem ser essenciais para missões de longo prazo, fornecendo água, oxigênio e combustível. O estudo também contribui para ampliar o entendimento a permanência humana prolongada no corpo celeste.