Cientistas russos desenvolvem sensor para diagnóstico precoce de doenças neurológicas
Dispositivo mede o nível de dopamina no sangue e pode ser usado no monitoramento de alterações neurológicas
Pesquisadores da Universidade Estadual do Sul dos Urais, na Rússia, desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar com alta precisão os níveis de dopamina no sangue. A informação foi divulgada no site da instituição, parceira da TV BRICS.
A dopamina é um neurotransmissor essencial para a regulação do humor, dos movimentos e das funções cognitivas. Alterações em sua produção podem estar associadas ao desenvolvimento de doenças como Parkinson e Alzheimer, além de transtornos depressivos e de ansiedade.
O novo sensor foi desenvolvido com base em um eletrodo de carbono revestido por uma fina camada cerâmica composta por seis elementos de terras raras. O material apresenta uma estrutura com lacunas de oxigênio, que funcionam como centros ativos capazes de interagir com moléculas de dopamina.
O dispositivo apresenta alta sensibilidade e consegue detectar alterações na concentração da substância a partir de 3,83 micromoles por litro. O sensor também mantém estabilidade de funcionamento, apresenta resistência à interferência de outras substâncias e não depende do uso de enzimas, o que reduz os custos e aumenta a confiabilidade da tecnologia.
Segundo os pesquisadores, a inovação pode contribuir para a identificação de doenças neurológicas em estágios iniciais e ser utilizada no acompanhamento regular do estado de saúde dos pacientes. No futuro, a tecnologia poderá servir de base para a criação de sistemas de diagnóstico mais acessíveis para clínicas e uso doméstico.