Tunísia quer dobrar exportações para África até 2030
País apresenta programa para ampliar sua presença no continente
A Tunísia pretende dobrar suas exportações para o continente africano até 2030, com o objetivo de alcançar 13 bilhões de dinares tunisianos (cerca de R$ 23 bilhões). Segundo autoridades do setor, a meta poderá ser alcançada por meio da articulação entre órgãos públicos, empresas, entidades empresariais e instituições de comércio.
De acordo com a Tunis Afrique Presse (TAP), as exportações tunisianas para a África somam atualmente mais de 6 bilhões de dinares (mais de R$ 10 bilhões), o equivalente a cerca de 10% do comércio exterior do país. Desse montante, aproximadamente 2 bilhões (R$ 3 bilhões) correspondem às vendas para a África Subsaariana, que representam cerca de 3% do comércio exterior tunisiano.
Para atingir o objetivo até 2030, foi elaborado um programa de cinco anos destinado a ampliar a presença tunisiana no continente. A estratégia prevê a criação de consórcios setoriais nas áreas de infraestrutura, tecnologia e telecomunicações, formação profissional, turismo, saúde e indústria. A proposta é reunir diferentes competências para ampliar a participação tunisiana em grandes projetos e oferecer soluções integradas.
Outra frente do plano é a criação de um banco de investimento pan-africano, prevista para 2029. A instituição deverá apoiar empresas tunisianas que atuam no continente e contar com a participação de bancos, fundos de investimento e outros investidores africanos. A iniciativa busca ampliar as opções de financiamento e facilitar a expansão das atividades econômicas tunisianas nos mercados africanos.
A estratégia de longo prazo inclui ainda a criação de uma estrutura de gestão para reunir os diferentes consórcios e o banco de investimento. A proposta prevê a abertura de capital dessa estrutura nas bolsas de valores de Túnis e da União Econômica e Monetária do Oeste Africano, em Abidjan.
O plano também contempla medidas para aprimorar a logística e o ambiente regulatório das relações comerciais com os mercados africanos. Entre as propostas estão a ampliação das ligações aéreas e a criação de duas ou três rotas marítimas diretas com portos do continente, com prazo de entrega de até 10 dias.