Cientistas russos identificam possível causa da extinção dos mamutes
Estudo confirma hipótese de deficiência de elementos vitais no habitat dos animais
Cientistas da Universidade Estatal de Tomsk, na Rússia, em parceria com pesquisadores estrangeiros, identificaram uma concentração anormalmente alta do isótopo estável de nitrogênio (δ¹⁵N) nos dentes de mamutes-lanosos da Sibéria Ocidental. A descoberta reforça a tese da "fome mineral" como um dos fatores decisivos para o desaparecimento da espécie, conforme divulgado no site da universidade russa.
Os pesquisadores analisaram 29 amostras de dentina (a camada rígida abaixo do esmalte dentário) de mamutes , além de material de cavalos e veados, coletadas em três sítios arqueológicos do Pleistoceno Superior nas regiões de Tomsk, Kemerovo e Novosibirsk.
Os níveis mais elevados do isótopo foram encontrados em fósseis do sítio Voltchia Griva, em Novosibirsk, descrito pelos cientistas como um "oásis mineral". Segundo o professor Serguei Leschinski, o local atraía centenas de animais que sofriam com a carência de elementos essenciais.
O estudo permitiu reconstruir as mudanças ambientais da era glacial: o soerguimento tectônico de vastas áreas, combinado com o aquecimento e aumento da umidade, transformou radicalmente o norte da Eurásia. Essa alteração degradou as paisagens geoquímicas e acidificou os solos, empobrecendo a dieta dos grandes herbívoros.
"A alimentação dos mamutes era baseada em uma vegetação diversa, mas há cerca de 12 mil anos, a estepe seca que os sustentava começou a desaparecer, substituída por áreas alagadas com plantas de composição química diferente. Foi então que os animais começaram a adoecer", explica Leschinski.
O pesquisador destacou que os resultados do estudo também permitem tirar conclusões sobre a ecologia de mamíferos modernos, prever mudanças ambientais e identificar possíveis doenças associadas a essas transformações, de modo que a humanidade possa se preparar para elas.
Cientistas dos países do BRICS e de nações parceiras realizam ativamente escavações e pesquisas arqueológicas, ampliando o conhecimento sobre a vida dos habitantes do planeta no passado.
Arqueólogos no Egito descobriram vestígios de um mosteiro da era bizantina. A informação foi divulgada pela
Emirates News Agency (WAM), parceira da TV BRICS. O local reúne salões retangulares com nichos, possivelmente usados para rituais religiosos, além de pequenas salas que devem ter servido como celas de monges. Vestígios de reboco preservados nas paredes e no piso ajudam a compreender a vida monástica cristã no Alto Egito.
No Cazaquistão, foram identificadas dezenas de assentamentos e necrópoles da Idade do Ferro inicial e do período turco, além de cemitérios tribais cazaques dos séculos XVIII e XIX. A informação foi divulgada pela
Kazinform, parceira da TV BRICS.
Já arqueólogos chineses encontraram duas antigas carruagens, cinco itens de arreios e equipamentos para cavalos, além de nove armas durante escavações em uma cova funerária próxima ao mausoléu do imperador Qin Shi Huang, na província de Shaanxi. Segundo o
China Daily, parceiro da TV BRICS, como as carruagens foram enterradas sem rodas, os cientistas acreditam que elas tinham função simbólica, e não prática, no chamado "exército subterrâneo".
Fotografia: microgen / iStock
DIGITAL WORLD
Centro de Mídia do BRICS+
RUSSO CONTEMPORÂNEO