Segundo ele, a república já recebeu o apoio de todos os países-membros do grupo
A adesão da Etiópia ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), ou Banco do BRICS, é uma das prioridades do país para este ano, e o pedido formal já foi apresentado. A declaração foi feita pelo embaixador da república no Brasil, Leulseged Tadese Abebe, em entrevista publicada no site oficial da presidência brasileira no grupo.
"Temos a intenção de nos integrar plenamente a todos os mecanismos do BRICS. O Novo Banco de Desenvolvimento é um instrumento essencial de cooperação dentro do grupo, e estamos prontos para fazer parte dele. Já obtivemos o apoio de todos os países-membros e esperamos concluir o processo de adesão em breve", destacou o diplomata.
Segundo ele, após a entrada no NDB, o foco estará nos setores prioritários: agricultura, energia e indústria.
Ao comentar a contribuição da União Africana ao BRICS, Leulseged Tadesse Abebe enfatizou que Etiópia, África do Sul e Egito representam no grupo os interesses do continente em temas relacionados ao desenvolvimento inclusivo e sustentável.
"A União Africana estabeleceu uma posição comum em várias questões, incluindo a inteligência artificial, um dos temas prioritários da presidência brasileira no BRICS. Isso nos permite falar com uma só voz e defender nossos interesses. Na associação, podemos promover a África como um destino atrativo para o comércio, os investimentos e o turismo", acrescentou.
Recentemente, o vice-presidente do NDB, Vladimir Kazbekov, afirmou em encontro com o principal conselheiro de Bangladesh, Muhammad Yunus, que o banco está pronto para apoiar projetos no país nas áreas de energia limpa, transporte, abastecimento de água e infraestrutura digital.
O Novo Banco de Desenvolvimento foi fundado em 2014 para apoiar iniciativas de desenvolvimento sustentável nos países do BRICS. Desde sua criação, já financiou diversos projetos de grande porte no Sul Global.
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