O Pleistoceno, que começou há aproximadamente 2,6 milhões de anos, é conhecido por seus climas extremamente frios
Um estudo recente publicado em uma revista científica forneceu uma nova perspectiva sobre o clima do Pleistoceno na zona central do Chile, revelando a existência de ecossistemas mediterrâneos durante as eras glaciais.
A pesquisa, liderada pelo paleontólogo Erwin González Guarda, professor da Universidade de O'Higgins (UOH), sugere que os ambientes nessa região eram mais quentes e secos do que se havia interpretado anteriormente. A informação foi divulgada pelo Crónica Digital, parceiro da rede TV BRICS.
O Pleistoceno, que começou há aproximadamente 2,6 milhões de anos, é conhecido por seus climas extremamente frios, que congelaram os polos e grande parte da América do Norte, Europa e Patagônia. No entanto, o estudo desafia a visão tradicional de um clima completamente gelado, mostrando que, na zona mediterrânea do Chile, os ecossistemas eram muito mais variáveis.
A equipe de González integrou estudos biogeoquímicos sobre os mastodontes sul-americanos, conhecidos como gonfotérios, com os diferentes tipos de florestas modernas no Chile, desde a Região de Coquimbo até a Ilha de Chiloé.
Essa análise revelou que, durante a vida desses proboscídeos, esses animais consumiam galhos, folhas e até mesmo cascas de árvores em ambientes mais quentes, o que indica que as condições climáticas do Pleistoceno não eram uniformemente frias.
"Esse tipo de estudo pode ajudar a melhorar as projeções climáticas para o futuro, diante do atual aquecimento global", afirmou González. Segundo o pesquisador, compreender as variações climáticas passadas é fundamental para modelar possíveis cenários futuros das mudanças climáticas, cuja causa principal hoje em dia são as atividades humanas.
O estudo contou com a colaboração de pesquisadores nacionais e internacionais e foi parcialmente financiado pela Agência Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Chile.
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