Testes laboratoriais também indicam resultados promissores para a agricultura
Cientistas russos descobriram compostos em uma estrela-do-mar polar da espécie Leptasterias polaris acervata com potencial de proteger as células cardíacas. De acordo com o Instituto de Química Bio-orgânica do Pacífico da Academia de Ciências da Rússia, a descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento de novos medicamentos.
Os pesquisadores isolaram duas substâncias inéditas, pertencentes a um grupo de lipídios essenciais para o funcionamento celular. Em testes de laboratório, uma delas demonstrou capacidade de proteger as células cardíacas contra danos causados pela falta de oxigênio, enquanto a outra apresentou efeito anti-inflamatório, contribuindo para reduzir processos que podem comprometer o funcionamento do coração.
Além dos possíveis benefícios para a saúde, os compostos também revelaram outra aplicação relevante. Eles foram capazes de reduzir a atividade de uma enzima que, no solo, acelera a decomposição de fertilizantes. Esse resultado indica que as substâncias podem ter utilidade não apenas na medicina, mas também na agricultura.
As estrelas-do-mar vêm sendo estudadas há anos como fonte de moléculas biológicas únicas. Por habitarem ambientes extremos, como águas frias e profundas, esses organismos desenvolveram mecanismos de sobrevivência ausentes em espécies de superfície, despertando grande interesse da comunidade científica.
Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários estudos adicionais para confirmar os efeitos observados. As próximas etapas incluem a realização de testes mais avançados para entender melhor o funcionamento dessas substâncias e avaliar seu potencial em aplicações médicas e agrícolas.