Expedição científica ao Ártico reúne estudantes de 22 países em missão internacional ao Polo Norte
Jovens participantes embarcam em uma viagem educacional para promover cooperação científica, pesquisa ártica e intercâmbio cultural
Uma expedição científica e educacional internacional teve início em Murmansk, no noroeste da Rússia, reunindo estudantes de 22 países em uma viagem de dez dias rumo ao Polo Norte geográfico. A iniciativa busca despertar o interesse das novas gerações pela ciência e pela pesquisa, além de promover a cooperação e o intercâmbio entre jovens de diferentes partes do mundo.
A expedição "Quebra-gelo do Conhecimento" reúne estudantes de 14 a 16 anos de países como Índia, China e Rússia, segundo informou a ANI, parceira da TV BRICS. Os participantes partiram de Murmansk a bordo de um quebra-gelo e seguirão até a latitude 90° norte, uma das regiões mais remotas do planeta, onde participarão de atividades educacionais voltadas à ciência e de programas de pesquisa sobre o Ártico.
A iniciativa foi concebida para fortalecer a cooperação internacional no ensino de ciências e, ao mesmo tempo, oferecer aos jovens uma experiência direta no ambiente ártico, que passa por rápidas transformações. Ao longo da viagem, os estudantes estudarão temas como ecossistemas polares, ciência do clima, geografia e desenvolvimento sustentável, além de colaborar com colegas de várias partes do mundo.
Cada país participante selecionou um único estudante por meio de um processo nacional competitivo realizado em várias etapas. A seleção garantiu a participação de jovens com diferentes trajetórias educacionais e favoreceu o intercâmbio cultural durante a expedição.
A Índia é representada por Lucky Rawat, estudante do estado de Uttarakhand, no norte do país. Ele descreveu a expedição como uma oportunidade única de representar sua nação e, ao mesmo tempo, visitar um dos lugares mais remotos do mundo.
"Sou de Chakrata, em Uttarakhand, e vim para cá como embaixador da Índia nesta expedição. Será uma viagem de dez dias, durante a qual seguiremos até o Polo Norte. Estaremos entre as poucas pessoas que realmente chegaram ao Polo Norte", afirmou Rawat antes da partida.
Segundo os organizadores, o programa busca despertar um interesse maior pela ciência, pela tecnologia e pela pesquisa ambiental, proporcionando aos participantes contato direto com uma das regiões de maior relevância científica do planeta. A expedição também pretende ampliar a conscientização sobre a crescente importância do Ártico para os estudos climáticos e para a cooperação científica internacional.
Ao longo da missão rumo ao Polo Norte, os participantes integrarão oficinas educacionais, projetos colaborativos e debates destinados a criar vínculos internacionais duradouros, além de desenvolver competências de liderança e pesquisa entre as futuras gerações de cientistas.
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