Professor russo propõe soluções para proteger aparelhos eletrônicos do calor
Docente da Universidade Estatal do Sul dos Urais dá recomendações a usuários de celulares e notebooks
Dispositivos eletrônicos que não contam com sistemas profissionais de refrigeração integrados podem ser protegidos do superaquecimento durante períodos de calor intenso com o uso de métodos físicos simples. A orientação é do professor Serguei Sapojnikov, do Departamento de Mecânica Técnica da Universidade Estatal do Sul dos Urais, parceira da TV BRICS. As recomendações foram publicadas no site da instituição.
Quando os termômetros não ultrapassam os 40°C, o cientista sugere recorrer a um ventilador comum ou apoiar o equipamento sobre uma superfície com ventilação adicional, como uma base com ventoinhas acopladas. Essa medida ajuda a reduzir a temperatura do aparelho ao intensificar a circulação de ar ao seu redor.
O professor alerta, porém, que há um limite para essa estratégia: se o ar externo estiver mais quente do que o processador interno do dispositivo, nenhuma técnica de resfriamento será eficaz. Nesse cenário, o aparelho vai continuar esquentando até igualar, ou até superar, a temperatura ambiente.
"Nessas condições, o melhor é desligar o dispositivo para que ele possa esfriar e religá-lo somente quando a temperatura estiver mais amena", explica Sapojnikov.
Em dias de calor severo, também é recomendável evitar tarefas pesadas, como baixar arquivos grandes, reproduzir vídeos ou utilizar aplicativos que exigem alto desempenho do processador. Todas essas atividades elevam ainda mais a temperatura interna do equipamento. O ideal é usar celulares e notebooks em ambientes frescos, onde a temperatura seja inferior à registrada do lado de fora.
O especialista ainda reforça dois cuidados básicos: nunca deixe os aparelhos expostos diretamente ao sol nem perto de fontes de calor, como fogões ou aquecedores. E, se não for possível refrigerar o ambiente, permita que o dispositivo "descanse", isto é, desligue-o por alguns minutos.
Os computadores modernos já contam com mecanismos automáticos de controle de temperatura e, por isso, conseguem emitir alertas de superaquecimento, reduzir temporariamente o desempenho ou até mesmo se desligar sozinhos. Já na maioria dos smartphones, essa proteção é mais limitada. Por isso, o professor recomenda atenção redobrada: é importante monitorar a temperatura da carcaça do aparelho e dar uma pausa sempre que necessário.
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