Feijão-mungo impulsiona crescimento de mais de 17% das exportações brasileiras em 2026
Alta nas vendas do grão foi impulsionada pelo aumento da demanda nos mercados asiáticos
As exportações brasileiras de feijão cresceram 17,2% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, e alcançaram 256,2 mil toneladas. O valor total dos embarques chegou a US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão). A informação foi divulgada pela Safras News, parceira da TV BRICS.
O principal fator de crescimento foi o feijão-mungo, cujas exportações aumentaram de 103,2 mil toneladas em 2025 para 177,7 mil toneladas em 2026. No mesmo período, os embarques de variedades tradicionais, como feijão preto, branco e vermelho, registraram queda.
Segundo analistas, a expansão do feijão-mungo está relacionada ao modelo de produção baseado em contratos de exportação previamente firmados. A estratégia permite que os produtores tenham maior previsibilidade sobre a comercialização e reduzam os riscos associados às oscilações do mercado.
A Índia continua sendo o principal destino do feijão brasileiro. Nos primeiros sete meses de 2026, o país recebeu 162,3 mil toneladas, equivalente a 63,3% de todo o volume exportado. Somente as vendas de feijão-mungo para o mercado indiano cresceram cerca de 69%, chegando a 125 mil toneladas.
Entre os outros principais destinos estão o Vietnã e a Tailândia. As exportações de feijão-mungo para o Vietnã aumentaram 162% no período.
O estado de Mato Grosso liderou as exportações brasileiras de feijão, respondendo por 52,9% dos embarques internacionais. Em seguida aparece Tocantins, responsável por 50 mil toneladas e uma participação de 19,5%. Juntos, os dois estados concentraram cerca de 72,4% das exportações brasileiras de feijão.
As importações brasileiras de feijão no período somaram 29,5 mil toneladas, enquanto o saldo positivo da balança comercial alcançou US$ 181 milhões (cerca de R$ 930 milhões). O volume exportado pelo Brasil foi quase nove vezes superior ao importado.
Especialistas avaliam que o avanço do feijão-mungo amplia as oportunidades para os produtores brasileiros e fortalece a presença do país nos mercados asiáticos, acompanhando as mudanças na demanda internacional e nas relações comerciais.