Os especialistas utilizaram como matéria-prima uma planta comum na América Latina
Cientistas da Universidade de Campinas, em São Paulo, desenvolveram uma variedade geneticamente modificada da levedura Saccharomyces cerevisiae, capaz de processar açúcares presentes no agave, uma planta suculenta comum no México e no nordeste do Brasil.
Com essa inovação, o agave pode se tornar uma das matérias-primas mais importantes para a produção, em condições semiáridas, de etanol, isto é, um biocombustível que desempenha papel importante na luta contra as mudanças climáticas.
O agave é conhecido como matéria-prima para a fabricação de bebidas alcoólicas, além de ser também um adoçante saudável. No Brasil, a planta também é usada para produzir sisal.
"O agave abriga um fungo patogênico que se alimenta dele por meio de uma enzima especial", explica Ana Clara Penteado David, autora do projeto de mestrado que deu origem à síntese da levedura geneticamente modificada.
"Adicionamos essa enzima à S. cerevisiae, dando a ela a capacidade de converter o açúcar do agave em etanol", adicionou.
De acordo com os pesquisadores, esse avanço pode ser útil não apenas na indústria de biocombustíveis, mas também no setor de alimentos, em que o polissacarídeo inulina é usado na produção de frutose e xaropes. A notícia foi divulgada pelo parceiro da rede TV BRICS, Toda Palavra.
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