Rússia e China combinaram dados de leopardos-de-amur e tigres-siberianos em estudo inédito
Segundo os dados, a área protegida conjunta abriga mais de 220 leopardos-de-amur e quase 150 tigres-siberianos
Cientistas russos e chineses integraram pela primeira vez bancos de dados de monitoramento fotográfico de predadores raros que vivem no território da reserva transfronteiriça "Terra dos Grandes Felinos". O estudo conjunto permitiu obter um panorama mais completo sobre o estado de conservação dessas espécies e confirmou a eficácia de programas de preservação desenvolvidos ao longo de vários anos, segundo informações divulgadas no site do Ministério dos Recursos Naturais da Rússia.
De acordo com os cientistas, a reserva abriga pelo menos 223 leopardos-de-amur. Na parte russa da área protegida, foram registrados 135 indivíduos, enquanto na parte chinesa foram identificados 115 animais. Além disso, 27 leopardos-de-amur circulam entre os territórios dos dois países.
Os especialistas também analisaram a população de tigres-siberianos. A reserva abriga 147 indivíduos, incluindo animais adultos e filhotes. Os pesquisadores destacam que o número de exemplares de espécies raras continua se recuperando graças aos esforços de proteção realizados ao longo de vários anos.
A reserva transfronteiriça reúne o Parque Nacional russo "Terra do Leopardo", localizado no Território de Primorie, e o Parque Nacional chinês do Nordeste de Tigres e Leopardos. Sua criação, em 2024, marcou uma nova etapa na cooperação entre Rússia e China na área de conservação ambiental. Os dois países pretendem continuar realizando pesquisas conjuntas, desenvolver o ecoturismo e compartilhar experiências na proteção de animais raros.
Paralelamente, na parte chinesa da área transfronteiriça, também é registrado um crescimento constante das populações de predadores raros. No Parque Nacional do Nordeste de Tigres e Leopardos, o número de tigres-siberianos aumentou de 27 indivíduos em 2017 para 72 em 2026, enquanto a população de leopardos-de-amur passou de 42 para 115 animais. As autoridades chinesas atribuem esse avanço à recuperação dos ecossistemas florestais, à criação de corredores ecológicos, ao fortalecimento da proteção das áreas naturais e à implementação de sistemas modernos de monitoramento. Atualmente, o parque utiliza tecnologias de observação por satélite, aérea e terrestre, informa o Global Times, parceiro da TV BRICS.
Outros países do BRICS também vêm contribuindo para a preservação de espécies raras de tigres.
A Índia alcançou avanços significativos na conservação da população de tigres. De acordo com o último censo, o país abriga 3.682 animais, o equivalente a cerca de 70% da população mundial da espécie, informa a IANS, parceira da TV BRICS. O primeiro-ministro indiano Narendra Modi destacou que o resultado é fruto de políticas públicas de longo prazo, métodos científicos de conservação e da participação das comunidades locais.
Em um parque de safári na província de Java Oriental, na Indonésia, nasceram quatro filhotes de tigre-de-sumatra, uma das espécies mais raras e ameaçadas entre os grandes felinos. Os filhotes nasceram em 23 de março de 2026, fruto do cruzamento do casal Praya e Dini: três machos e uma fêmea. O parque destacou que o nascimento de quatro filhotes de uma só vez é um acontecimento raro, já que os tigres-de-sumatra normalmente têm dois filhotes por ninhada, informa a Antara News.
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