Vice-presidente do CICRAL, Lucas Adrián García, quer estimular cooperação entre Rússia e América Latina em economia, educação e sustentabilidade
A segurança alimentar, a transição energética e a cooperação multissetorial são elementos-chave para consolidar a relação entre as duas regiões
O vice-presidente do Centro de Integração e Cooperação entre a Rússia e a América Latina (CICRAL), Lucas Adrián García, ressaltou a importância de fortalecer a cooperação econômica entre as duas regiões, incluindo o desenvolvimento do setor privado, a ampliação das ferramentas de diplomacia pública e a promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Em entrevista exclusiva à TV BRICS na zona de diálogo empresarial da Roscongress International, no âmbito do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), García destacou que as organizações não governamentais desempenham um papel fundamental nesse processo, contribuindo para o desenvolvimento da cooperação econômica e humanitária.
"O objetivo número 17 é a aliança para alcançar as metas da Agenda 2030 das Nações Unidas. Acredito que todos temos a responsabilidade de pensar no futuro que queremos: as organizações não governamentais, o governo, o setor privado, as universidades — todos precisam trabalhar em conjunto para construir esse futuro sustentável", afirmou.
Entre as áreas prioritárias de cooperação, ele também mencionou o ODS 4 (educação de qualidade), propondo o fortalecimento dos intercâmbios acadêmicos e científicos entre a Rússia e a América Latina, bem como a ampliação das oportunidades de formação para estudantes latino-americanos em instituições russas. O especialista destacou ainda o ODS 2 (fome zero), sublinhando a importância do debate sobre soberania alimentar e a contribuição das duas regiões para a produção e a segurança alimentar global.
Outro eixo central é a energia, no contexto da transição energética mundial. García defendeu que a América Latina deve avançar em direção a modelos energéticos limpos e acessíveis, em sintonia com as transformações que atravessa o sistema energético global. O dirigente também ressaltou que esse processo exige uma visão estratégica de longo prazo e uma participação mais ativa dos países da região, promovendo o diálogo e a cooperação com atores internacionais como a Rússia, mas também valorizando as capacidades e os recursos próprios que a América Latina tem a oferecer.
Anteriormente, no âmbito do 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, o CICRAL e a TV BRICS assinaram um acordo de cooperação. O documento visa fortalecer os laços humanitários, empresariais e econômicos entre os países do BRICS e o Sul Global, além de desenvolver iniciativas parlamentares e implementar projetos conjuntos nas áreas de educação e políticas de juventude. As partes pretendem colaborar na promoção da diplomacia pública, na ampliação do intercâmbio de informações e no impulso à cooperação interestatal entre a Rússia e os países da América Latina.
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