Países discutem criação de infraestrutura integrada, formação de profissionais e expansão da produção de cobre
O Cazaquistão propôs à China a criação de empresas conjuntas para desenvolver jazidas minerais localizadas em regiões fronteiriças do sul do país. A iniciativa foi apresentada pelo presidente da Academia Nacional de Ciências da Mineração do Cazaquistão, Nurlan Rysbanov, durante um fórum do setor em Astana. As informações foram divulgadas pela Kazinform, parceira da TV BRICS.
Rysbanov sugeriu a assinatura de um memorando entre a Associação Chinesa de Metalurgia de Metais Não Ferrosos, a Academia Nacional de Ciências da Mineração e a União da Indústria de Mineração do Cazaquistão.
"Muitas jazidas estão localizadas nos dois lados da fronteira. Enquanto as reservas em território chinês já estão sendo exploradas, as áreas correspondentes no lado cazaque permanecem em reserva. É possível criar uma infraestrutura integrada para uma empresa conjunta, o que permitirá reduzir significativamente os custos de transporte", afirmou.
Como primeira etapa, o especialista propôs a elaboração de estudos de viabilidade técnica e econômica para projetos de interesse comum dos setores empresariais dos dois países. Ele também sugeriu iniciar os trabalhos para a criação de uma Academia Nacional de Ciências da Mineração da China em conjunto com a Academia Mundial de Ciências da Mineração, o que, segundo ele, fortaleceria a cooperação científica na área de extração mineral.
O vice-presidente da Associação Chinesa de Metalurgia de Metais Não Ferrosos, Jia Mingxing, afirmou durante o fórum que o comércio bilateral entre os países ultrapassou US$ 48 bilhões (cerca de R$ 264 bilhões) em 2025, criando uma base sólida para a cooperação no setor metalúrgico.
"Graças ao alto nível de confiança mútua, à estabilidade política e às relações amistosas, os investimentos chineses no Cazaquistão atualmente estão direcionados à metalurgia, à formação de profissionais e ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva", destacou.
Jia Mingxing apontou três áreas prioritárias para a cooperação futura. A primeira é o aprofundamento da parceria: segundo ele, empresas chinesas já alcançaram uma produção de 300 mil toneladas de cobre e continuam ampliando os investimentos, incluindo o aumento da produção de cobre catódico.
O segundo eixo envolve a formação de profissionais, o intercâmbio de experiências e a implementação de tecnologias verdes. O terceiro está relacionado ao desenvolvimento da cooperação entre diferentes setores, impulsionado por rotas ferroviárias transfronteiriças e pelas oportunidades oferecidas por zonas econômicas especiais.
Anteriormente, a China e o Cazaquistão assinaram um Programa e um Plano de Ação para a cooperação comercial e econômica no período de 2027 a 2030 durante uma reunião entre os líderes dos dois países.