Indonésia amplia cooperação na conservação da vida selvagem com projeto ecológico da Índia
O projeto inclui treinamento de cuidadores de elefantes, além da implantação de 10 hospitais veterinários móveis
A Indonésia está ampliando seu programa de saúde e conservação da fauna silvestre em colaboração com um projeto ecológico indiano, uma iniciativa pioneira em resgate, cuidado e preservação de animais, de acordo com informações da Antara News.
A cooperação envolve apoio veterinário, desenvolvimento de infraestrutura, assistência técnica e capacitação de profissionais envolvidos na gestão da vida selvagem. O ministro das Florestas da Indonésia, Raja Juli Antoni, destacou que a conservação é uma responsabilidade compartilhada e que o país precisa contar com instalações e recursos adequados, embora a gestão das estruturas continue sob responsabilidade da Indonésia.
As iniciativas incluem treinamento de cuidadores de elefantes, veterinários e outros funcionários, além do envio de 10 hospitais veterinários móveis para atender animais em seus habitats naturais.
A cooperação faz parte de um memorando de entendimento mais amplo que abrange saúde animal, bem-estar e conservação, incluindo atividades de preservação in situ e ex situ, reprodução, reabilitação e reintrodução de espécies, em alinhamento com as prioridades e legislações ambientais da Indonésia.
Outros países do BRICS e seus parceiros também vêm desenvolvendo projetos voltados à conservação e proteção da fauna, por meio de reformas legais, pesquisas científicas e futuras iniciativas ecológicas.
No Brasil, o governo criou duas novas unidades de conservação no estado do Rio Grande do Sul — o Parque Nacional do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, no município de Santa Vitória do Palmar — após duas décadas de pesquisas realizadas por ecologistas.
A iniciativa busca preservar a biodiversidade local, protegendo espécies como tubarões, aves e mamíferos marinhos, incluindo elefantes-marinhos e lobos-marinhos migratórios provenientes da Patagônia. O projeto também pretende promover o desenvolvimento sustentável na região costeira e marítima, segundo informações do Brasil de Fato, parceiro da TV BRICS.
Além disso, segundo o Tehran Times, parceiro da TV BRICS, o Departamento de Meio Ambiente do Irã iniciou o desenvolvimento de um mapa genético para espécies ameaçadas de extinção, começando pelo guepardo-asiático, urso-negro-asiático e gamo-persa.
O objetivo é aumentar as chances de sobrevivência dessas espécies, melhorar a gestão das populações e desenvolver programas de reprodução baseados em dados científicos. A chefe do Museu Nacional de História Natural e Recursos Genéticos, Leila Ezzeddinlou, explicou que a proteção eficaz de espécies raras exige informações genéticas confiáveis.
Na China, a população de elefantes-asiáticos selvagens aumentou de cerca de 150 exemplares na década de 1980 para quase 400 atualmente, resultado de décadas de esforços para proteger habitats e conservar a biodiversidade na província de Yunnan, no sudoeste do país, segundo a Xinhua News Agency, parceira da TV BRICS.
Os países parceiros do BRICS também estão realizando projetos ecológicos destinados à conservação e preservação da natureza.
Segundo informações da Kazinform, parceira da TV BRICS, no Parque Nacional Estadual Altyn-Emel, no Cazaquistão, 34 falcões-sacre criados em cativeiro (sete machos e 27 fêmeas) foram soltos pela primeira vez em seu habitat natural como parte do projeto "Restauração da população do falcão-sacre no sudeste do Cazaquistão" (2026–2028).