Margem de erro do dispositivo de 2,3 cm³ é de um segundo a cada 30 mil anos
A China iniciou a produção em massa de relógios atômicos em chip de tamanho ultrarreduzido. O volume do dispositivo não ultrapassa 2,3 cm³, cerca de sete vezes menor que o de modelos estrangeiros com características semelhantes. A informação foi divulgada pelo China Daily, parceiro da TV BRICS.
A margem de erro desses relógios é de apenas um segundo a cada 30 mil anos.
"Em navegação e posicionamento, o tempo está diretamente ligado à distância: um erro de apenas um nanossegundo pode causar um desvio de 0,3 metro. Já os relógios comuns mais precisos podem variar mais de 10 segundos por ano", explicou Chen Jiehua, professor do Centro de Pesquisa em Navegação e Posicionamento por Satélite da Universidade de Wuhan, na província de Hubei, que dedicou décadas ao desenvolvimento da tecnologia.
Diferentemente dos relógios convencionais, os atômicos medem o tempo com base nas oscilações naturais dos átomos, que ocorrem em frequências altamente estáveis. O novo modelo utiliza lasers controlados por sinais de micro-ondas, o que permitiu reduzir significativamente suas dimensões e o consumo de energia, inferior a 200 miliwatts.
Graças ao tamanho reduzido e ao baixo consumo energético, os relógios podem operar em locais sem sinal de satélite nem energia solar, como sistemas subaquáticos. O dispositivo já é usado em sistemas de sincronização de tempo para satélites subaquáticos do sistema global chinês de navegação por satélite, além de satélites de baixa órbita e sistemas de drones.
Segundo a publicação, trata-se do primeiro e único produto dessa classe no país a alcançar escala comercial. Em 2024, foram vendidas várias centenas de unidades, e as vendas continuaram crescendo em 2025.
O 15º Plano Quinquenal da China (2026-2030) destaca a importância de avanços em tecnologias de medição quântica de alta precisão e promove o papel das tecnologias quânticas como novo motor de crescimento econômico.