Iniciativa pode impulsionar a pecuária em regiões quentes e úmidas do país
Cientistas chineses geraram a primeira cabra preta do mundo com modificação no gene PRLR, responsável pelo crescimento, nutrição e adaptação do organismo. Segundo o China Daily, parceiro da TV BRICS, o animal foi batizado de cabra oceânica e é capaz de resistir a altas temperaturas e a elevados níveis de umidade.
De acordo com Gan Shangquan, chefe da equipe de pesquisa, a cabra apresenta excelente estado de saúde, alimenta-se normalmente e ganha peso com rapidez. Atualmente, o animal pesa cerca de 4,3 kg, 300 gramas a mais que a média das cabras da mesma idade no grupo de controle.
Os pesquisadores afirmam que esses animais geneticamente modificados são menos suscetíveis ao estresse térmico, têm bom apetite e ganham massa corporal mais facilmente. Além disso, os cuidados com essas cabras são semelhantes aos do gado comum.
A expectativa é de que a nova espécime represente um avanço importante para a pecuária nas regiões costeiras do sul da China, onde o clima quente e úmido do verão costuma causar perdas econômicas relevantes ao setor.
Segundo Gan, a segunda e a terceira gerações dessas cabras devem nascer entre o final de novembro e o início de dezembro. Após a conclusão dos testes de segurança e desempenho produtivo, os animais geneticamente modificados poderão ser introduzidos na caprinocultura em escala industrial.
Fotografia: dimid_86 / iStock