A iniciativa visa ampliar a área de manguezais do país de 27.100 hectares para 36.000 hectares até o final de 2025
A China apresentou seus primeiros padrões nacionais para a restauração ecológica de manguezais, conforme reportado pela CGTN, parceira da TV BRICS.
Desenvolvidas pelo Instituto de Oceanologia do Mar do Sul da China, da Academia Chinesa de Ciências, as novas diretrizes oferecem um marco unificado para a restauração e avaliação dos manguezais, abordando a ausência de procedimentos padronizados anteriores.
Os manguezais, que crescem em zonas entremarés, desempenham papel essencial na proteção contra a erosão costeira, auxiliam na manutenção da biodiversidade marinha e são fundamentais para o sequestro de carbono. No entanto, o impacto das mudanças climáticas, como o aumento do nível do mar e anomalias de temperatura, tem causado uma degradação significativa desses ecossistemas.
A China tem intensificado seus esforços para expandir a cobertura de manguezais, dentro de sua estratégia mais ampla de conservação ambiental. O Plano de Ação de Proteção e Restauração de Manguezais (2020-2025) busca ampliar a área de manguezais do país de 27.100 hectares para 36.000 hectares até o final de 2025. Esta iniciativa está alinhada com a estratégia nacional "duplo carbono" da China, que tem como foco a redução das emissões de carbono, ao mesmo tempo em que fortalece a resiliência ecológica.
Os novos padrões introduzem metodologias detalhadas para a restauração de manguezais em diferentes habitats, abordando as melhores práticas para a seleção de espécies e gestão das comunidades microbianas, assegurando que os esforços de restauração sejam ecologicamente sustentáveis e cientificamente validados.
Além disso, os padrões incluem protocolos de avaliação, permitindo mensurar os resultados da restauração, garantindo uma abordagem estruturada para medir a eficácia e assegurar o cumprimento das regulamentações ambientais nacionais.
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