Cientistas russos descobrem 6 novas espécies de aranhas-caçadoras
Revisão taxonômica redefine a classificação do gênero Pandercetes
Pesquisadores russos identificaram seis novas espécies de aranhas-caçadoras arborícolas do gênero Pandercetes, encontradas em regiões do Sudeste Asiático e na Australásia.
Além das novas espécies, o estudo registrou, pela primeira vez, a presença do gênero em Sumatra, nas Filipinas e no Laos. Os cientistas também corrigiram informações históricas sobre a distribuição de espécies que já eram conhecidas.
Segundo a Academia de Ciências da Rússia, que divulgou os resultados, as aranhas do gênero Pandercetes são mestres da camuflagem: imitam com precisão a textura e a cor de troncos e galhos, onde vivem e caçam ativamente, sem construir teias.
Apesar da diversidade do gênero, o grupo ainda é pouco estudado em comparação com outros representantes da mesma família. De várias espécies, há poucas informações sobre ecologia, reprodução, longevidade e comportamento. Em alguns casos, os registros se limitam a poucos exemplares, o que torna cada novo achado essencial para compreender a evolução das aranhas arborícolas e suas adaptações aos ambientes tropicais.
O trabalho descreve as espécies P. batak e P. barisanensis, encontradas em Sumatra (Indonésia); P. cheemai, no Laos; e P. mindanaoensis, P. jaegeri e P. bataanensis, nas Filipinas. Entre elas, P. cheemai sobressai por marcar o limite mais ao norte da distribuição conhecida do gênero.
Além de descrever as novas espécies, os pesquisadores revisaram a classificação do gênero Pandercetes. Eles constataram que pelo menos sete espécies históricas ainda são conhecidas apenas por descrições textuais antigas, sem qualquer ilustração. O estudo também revelou comportamentos até então pouco documentados: caça por emboscada, proteção dos casulos pelas fêmeas e um sofisticado sistema de camuflagem, que combina estruturas específicas do corpo e das pernas.
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