08.06.20
Colírio para os olhos: Madri reabre seus museus após quarentena
No Museu do Prado, funcionários checam temperatura dos visitantes, que compram ingressos com hora marcada
Moradores de Madri usando máscaras ficaram na fila no sábado (6) para estarem entre os primeiros visitantes das famosas galerias da cidade, depois que os museus Prado, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza foram reabertos após três meses de quarentena por causa do coronavírus. “Eu estava ansioso para voltar. Ver como ele voltou à vida me deixa muito emocionado”, disse o estudante de mestrado Alejandro Elizalde, limpando lágrimas do rosto enquanto olhava para o quadro “Las Meninas”, de Diego de Velázquez, uma das pinturas mais famosas do Prado.
O governo fechou museus públicos em 12 de março ao impor quarentena ao país para limitar a disseminação do coronavírus. As restrições foram afrouxadas gradualmente. Madri foi um dos lugares que tomou os passos mais lentos em direção a uma abertura porque também foi um dos locais mais atingidos pela doença.
O Prado e o Reina Sofia ainda não estão completamente abertos, mas muitas obras de arte, incluindo trabalhos de Velázquez e Goya, no Prado, e “Guernica”, de Picasso, no Reina Sofia, estavam em exibição. Medidas de segurança foram implementadas, incluindo distanciamento social, capacidade reduzida e ingressos com hora marcada para os visitantes. Os funcionários checaram a temperatura dos visitantes na entrada do Prado, informa o repórter de tvbrics.com com referência à Reuters.
A Espanha alivia ainda mais o isolamento em Madri e Barcelona a partir de segunda-feira (8), quando bares e restaurantes poderão receber pessoas no lado de dentro em vez de apenas em terraços ao ar livre. Em mais de metade do país, as boates poderão reabrir, mas não será permitido dançar. O governo sugere que o espaço da pista de dança seja usado para mesas.
Photo: pixabay.com
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