Organização apoia o fortalecimento da colaboração científica, formação de pessoal e desenvolvimento de capacidades
O Egito foi escolhido como presidente da Rede Mediterrânea de Saúde Animal (REMESA) para 2026, o que reflete o papel de liderança do país no fortalecimento da saúde animal e na cooperação regional. A decisão foi tomada durante a 31ª reunião do comitê da organização, com a participação de serviços veterinários de 15 países, conforme informado pela Agência de Notícias do Oriente Médio (MENA), parceira da TV BRICS.
Hamed Al-Aknas, presidente da Autoridade de Serviços Veterinários do Egito, destacou a importância de fortalecer a colaboração na região e adotar uma abordagem unificada para combater doenças transfronteiriças, incluindo aquelas relacionadas às mudanças climáticas. Ele também destacou os progressos do Egito em vacinação, aprimoramento dos sistemas de monitoramento epidemiológico e fortalecimento da segurança biológica.
Al-Aknas afirmou que o próximo encontro será uma grande oportunidade para fortalecer as parcerias científicas e técnicas e desenvolver planos de ação conjuntos para enfrentar os desafios de saúde na região.
A REMESA foi fundada em 2009 com o objetivo de melhorar a saúde animal na Bacia do Mediterrâneo, coordenar o monitoramento e o controle de doenças; e fortalecer os serviços veterinários nacionais e regionais. Além disso, a organização apoia o fortalecimento da colaboração científica, a capacitação de profissionais e o aprimoramento de habilidades.
Países do BRICS e parceiros do grupo também estão avançando em esforços para a preservação de animais e proteção dos ecossistemas, dando passos significativos em direção ao desenvolvimento sustentável.
A Rússia se uniu à Aliança Internacional de Grandes Felinos, criada pela Índia. O grupo reúne países comprometidos com a preservação de espécies como tigres, leões, leopardos, leopardos-das-neves, onças-pardas, onças-pintadas e guepardos, conforme informou o site oficial do Ministério do Meio Ambiente russo.
De acordo com uma nota no site oficial do governo sul-africano, o país reafirmou seu compromisso com a preservação dos abutres, tornando esse tema uma prioridade nacional. O país abriga nove espécies dessas aves, sete das quais possuem populações estáveis. Em 2024, foi lançado o Plano Nacional de Gestão da Biodiversidade para abutres, com o objetivo de garantir um ambiente seguro para os animais e reduzir as ameaças à sua sobrevivência. Além disso, foi elaborada uma estratégia regional para a proteção dos abutres, com a participação de 12 países.
Já a Indonésia criou um biobanco para preservar o material genético dos rinocerontes de Java, uma espécie ameaçada de extinção. Esse recurso será utilizado em técnicas de fertilização in vitro para aumentar a população, que atualmente conta com cerca de 80 indivíduos, conforme a agência Antara News.
Fotografia: vencavolrab / iStock