Conectar as duas regiões abrirá um grande leque de oportunidades para o desenvolvimento bilateral
A adesão do Vietnã ao BRICS pode ajudar o país asiático a ampliar sua influência em regiões como a América do Sul, onde ainda há grande potencial de cooperação econômica a ser explorado. Foi o que afirmou Marcelo Ramírez, especialista argentino em relações internacionais e fundador da Asia TV, em entrevista à Vietnam News Agency (VNA), parceira da TV BRICS.
Ramírez considerou que a Argentina poderia exercer um papel estratégico como ponte entre a América do Sul e o Sudeste Asiático, facilitando a aproximação entre as duas regiões.
"O crescimento de economias emergentes como o Vietnã é um processo inevitável", declarou Ramírez, ressaltando que esses países estão ganhando cada vez mais relevância nos fóruns multilaterais.
Para o especialista, o surgimento de novas instituições financeiras, comerciais e políticas, assim o BRICS, desempenha um papel fundamental na governança internacional. Nesse contexto, ele destacou a liderança do Brasil, que atualmente ocupa a presidência rotativa da associação, como um ator que representa não apenas seus próprios interesses, mas também os de toda a América do Sul. Agora, os países sul-americanos têm a oportunidade de participar de forma mais ativa na construção de uma nova ordem internacional.
Ele também destacou que a possível adesão do Vietnã, parceiro estratégico da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), ao grupo BRICS representa um impulso significativo para a integração entre as duas regiões. Segundo ele, essa integração contribuiria para a padronização de normas e regulamentos, favorecendo um processo de convergência mais harmonioso, eficiente e mutuamente benéfico.
Por fim, Ramírez afirmou que a cooperação entre a América do Sul e o Sudeste Asiático é altamente complementar. A América do Sul possui abundantes recursos naturais, minerais, alimentos, água e energia, enquanto o Sudeste Asiático, especialmente o Vietnã, apresenta vantagens em tecnologia e capacidade de produção industrial. Conectar essas regiões abrirá amplas oportunidades para o desenvolvimento bilateral.
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