90% do que se desmata na Amazônia é convertido em pasto
O programa Opinião falou sobre a pecuária e o desmatamento no Brasil. A edição recebeu o advogado e diretor executivo do Instituto Escolhas, Sergio Leitão, o engenheiro agrônomo e coordenador do Rally da Pecuária, Maurício Palma Nogueira, e o co-fundador e Diretor Financeiro e de Governança da Pecuária Sustentável da Amazônia S/A (PECSA), Laurent Micol. O anúncio foi feito com referência ao diário TV CULTURA, o parceiro da rede TV BRICS.
Sergio Leitão informou que essa relação existe porque 90% do que se desmata na Amazônia é convertido em pasto, mas, segundo ele, essa situação é reversível. O diretor do Instituto Escolhas apontou possíveis mudanças para melhorar esse número:
“A gente pode financiar quem não precisa mais desmatar, pois já está operando em áreas que foram desmatadas para fazer sua produção. Vamos apoiar o produtor de verdade. A segunda questão é que temos que melhorar a tecnologia e temos isso na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). É isso que vai garantir uma carne mais barata no açougue e que a produção brasileira exportada não sofra mais os questionamentos que hoje sofre por estar aliada ao desmatamento e a práticas que desrespeitam os direitos humanos”, explicou Sergio.
Ainda de acordo com o diretor, o Brasil tem 90 milhões de hectares desmatados e não é necessário desmatar mais a Amazônia para produzir.
Maurício Palma concorda quanto à ligação entre o desmatamento e a pastagem, mas o engenheiro agrônomo acredita que o pecuarista que trabalha de maneira correta é prejudicado pelo desmatamento ilegal. “A gente tem que punir a ação ilegal, mas normalmente essa responsabilidade cai sobre a pecuária e a culpa é da sociedade”, afirmou.