Atualmente, o país é o maior produtor mundial de algas marinhas tropicais
A Indonésia deu início à construção do Centro Internacional de Pesquisa de Algas Marinhas Tropicais, localizado em Lombok Oriental, na província de West Nusa Tenggara. Esse projeto faz parte da estratégia nacional para consolidar o país como um centro global de pesquisas sobre algas marinhas e inovações em sua transformação, conforme informou a Antara News.
A vice-ministra de Educação Superior, Ciência e Tecnologia da Indonésia, Stella Christie, destacou a importância de fortalecer as pesquisas nesse setor para impulsionar o desenvolvimento da economia costeira e apoiar as comunidades locais, que historicamente dependem da aquicultura e da pesca.
A Indonésia já é o maior produtor mundial de algas marinhas tropicais, com cerca de 75% do mercado global. No entanto, segundo a ministra Christie, o país precisa ir além da expansão da produção e focar também na transformação do produto bruto, criando produtos com maior valor agregado.
O centro visa melhorar a qualidade das algas cultivadas e aumentar a produtividade por meio de métodos e pesquisas inovadoras. Além disso, ele desempenhará um papel crucial no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e na promoção da resiliência climática nas regiões tropicais.
Pesquisadores dos países do BRICS estão realizando estudos ativos na área de oceanografia. Especialistas do Instituto de Biologia dos Mares do Sul Kovalievski e do Centro Científico do Sul da Academia de Ciências da Rússia analisaram amostras de água da bacia do Mar de Azov e do Mar Negro, concluindo que as algas ajudam a restaurar o equilíbrio de nitrogênio e fósforo no ambiente marinho. Eles formularam a seguinte regra: quando há distúrbios no equilíbrio nutricional natural de uma região, a atividade dos organismos fotossintetizantes visa sempre restaurar esse equilíbrio. A informação foi fornecida pelo Centro Científico do Sul.
Na Índia, durante uma exposição internacional e cúpula sobre algas marinhas, especialistas chegaram à conclusão de que, devido ao crescimento do consumo interno, à expansão da aplicação na indústria e à situação política favorável, o país pode se tornar um dos principais participantes no mercado global de algas marinhas nos próximos 20 anos. A notícia foi publicada pela IANS, parceira da TV BRICS.
No final do ano passado, o Brasil anunciou que se juntará à iniciativa global da ONU para o desenvolvimento de algas marinhas. O Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil destacou o grande potencial do cultivo de algas, que também contribui para a preservação da biodiversidade. A informação foi divulgada no site do governo brasileiro.