Novo Banco de Desenvolvimento prepara emissão de títulos em rupias indianas
Segundo a estratégia da instituição, até 2031 mais de 45% dos projetos do banco deverão ser financiados em moedas nacionais
A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Dilma Rousseff, afirmou, em resposta a uma pergunta da repórter da TV BRICS, que a emissão de títulos do banco em rupias indianas está na fase final de preparação.
A reunião anual do Conselho de Governadores do NBD foi realizada em Moscou nos dias 14 e 15 de maio. Após o encontro, Rousseff e o ministro das Finanças da Rússia e presidente do Conselho de Governadores do NBD, Anton Siluanov, responderam às perguntas da imprensa em uma coletiva.
"Nós já temos uma emissão [de obrigações bancárias] em rands sul-africanos e agora está em fase final uma emissão em rúpias indianas. [...] O banco, pela característica dele de ser um banco do Sul Global, ele tem de criar a sua própria sustentação com seus recursos. Quanto mais forem os nossos recursos, [...] mais autonomia nós temos diante de programas. [...] Emitir em moeda local é uma questão crucial. Nós temos que fazer disso, sabem, um dos nossos objetivos. É que nem expandir a presença de novos países do Sul Global."![]()
Dilma Rousseff Presidente do Novo Banco de Desenvolvimento
Dilma Rousseff destacou que o uso de moedas nacionais representa uma estratégia de longo prazo do banco, e não apenas uma medida pontual. Segundo ela, atualmente o yuan chinês concentra a maior parte dos investimentos do NBD realizados em moedas locais.
Respondendo a uma pergunta da Xinhua News Agency, parceira da TV BRICS, Anton Siluanov afirmou que a China, como um dos principais acionistas do banco, desempenha papel relevante tanto nas atividades quanto na definição das prioridades da instituição.
"Estamos atraindo ativamente recursos em yuans para financiar projetos. De fato [...] quase 30% dos projetos já são financiados em moedas nacionais e, segundo nossa estratégia até 2031, a participação desses projetos financiados em moedas locais deverá superar 45%. Atualmente, o yuan chinês ocupa posição central tanto na captação de recursos quanto nos investimentos", afirmou Siluanov.
O ministro russo também informou que, recentemente, quatro novos acionistas passaram a integrar o banco: Emirados Árabes Unidos, Bangladesh, Egito e Argélia. No momento, também está sendo analisada a entrada de mais três países: Uzbequistão, Colômbia e Etiópia.
Durante a cerimônia de abertura da 11ª reunião anual do Conselho de Governadores do NBD, em Moscou, Dilma Rousseff anunciou a elaboração de uma nova estratégia quinquenal para o banco, com prioridade para o financiamento em moedas nacionais, o fortalecimento dos mercados locais de capitais e o estudo da possibilidade de tokenização.
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