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“Paciência, por favor. Minha mãe fez cirurgia”: Filha põe cartazes em caminhonete para justificar lentidão em viagem

“Paciência, por favor. Minha mãe fez cirurgia”: Filha põe cartazes em caminhonete para justificar lentidão em viagem

Por conta da recente cirurgia da mãe que exigiu uma viagem interestadual, a designer de turismo sensorial Audmara Veronese, de 47 anos, encontrou uma forma criativa para alertar os outros motoristas sobre o motivo para trafegar lentamente pelas rodovias entre Pato Branco (PR) até Xanxerê, no Oeste catarinense. Com três cartazes colocados na traseira da caminhonete, Audmara fez o apelo: “Paciência, por favor! Minhã mãe fez cirurgia. Tenho que dirigir devagar".

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A recém-operada Iolanda Veronese, de 70 anos, passou por uma cirurgia para retirar quatro hérnias da região abdominal. Segundo Audmara, a ideia surgiu como resposta após uma recomendação médica. "O médico disse que os solavancos na estrada poderiam comprometer a recuperação da minha mãe depois da cirurgia. Então eu tinha que dirigir bem devagar, principalmente por conta dos buracos. Mas, quem está no trânsito tem suas razões e condições na hora de dirigir. Foi quando pensei nas placas de forma bem prática para explicar a situação", disse. Ela lembra que levou quase três horas para percorrer 110 km. "Teve trechos que tinha lombadas e precisei reduzir para 20km/h ou até menos para a minha mãe não sentir tanta dor. Quando eu olhava pelo retrovisor tinha uma fila enorme de veículos. Por incrível que pareça, não tinha ninguém buzinando, foi inacreditável. Todos respeitaram e quando me ultrapassavam as pessoas acenavam", cita o repórter de tvbrics.com com referência a G1.

A designer explica que a experiência também trouxe lições compartilhadas. "Tem muita gente que precisa dirigir com maior lentidão e isso deve repetir diariamente em grandes capitais ou no interior. O que me deixou feliz foi perceber que as pessoas que conseguiram ler as placas estavam se colocando no lugar do outro. O mais importante é que em tempo de tanta intolerância existe empatia e respeito", finaliza Audmara.


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