Até o momento, a equipe já registrou 97 indivíduos da espécie
No México, pescadores e biólogos estão trabalhando juntos para proteger a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), uma espécie classificada como em perigo crítico de extinção. As ações incluem o monitoramento da população, a medição de tamanho e peso dos indivíduos, a coleta de amostras de sangue e tecidos, além da colocação de placas de identificação nas tartarugas.
Segundo o El Maipo, parceiro da TV BRICS, essas informações são fundamentais para avaliar a saúde dos animais e monitorar sua movimentação ao longo do tempo. Além disso, a análise de contaminantes proporciona uma visão dos riscos ambientais que afetam os ecossistemas marinhos e até a saúde humana.
"As tartarugas são organismos sentinela, porque nos fornecem informações sobre o estado do ecossistema onde se encontram. Então, por exemplo, analisar que as tartarugas tenham metais pode indicar que algo está acontecendo e que poderia também ter riscos para a saúde humana", explicou o biólogo Luis Ángel Tello Sahagún.
As principais ameaças à espécie incluem sua lenta maturidade reprodutiva, que leva cerca de 20 anos, e a pressão causada pelas atividades humanas, como a caça, o roubo de ovos e a urbanização das praias. Além disso, esse animal é caracterizado por um baixo índice de reprodução.
Diante desse cenário, foi criada uma rede de monitoramento composta por 30 pescadores, que atuam com o apoio de biólogos para proteger a tartaruga-de-pente nos estados de Jalisco e Nayarit. Até o momento, o grupo registrou 97 indivíduos, em sua maioria juvenis, além de cinco fêmeas e dois machos adultos.
Além do monitoramento, a rede realiza atividades educativas e de conscientização, como solturas públicas de tartarugas, estandes informativos e treinamentos para pescadores locais. Esses esforços buscam promover a conservação de áreas marinhas, regular as práticas pesqueiras e incentivar o turismo sustentável.
A tartaruga-de-pente também desempenha um papel crucial na saúde dos recifes de corais, pois, ao se alimentar de esponjas marinhas, contribui para o equilíbrio e a manutenção dos ecossistemas subaquáticos.